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sexta-feira, 30 de março de 2012

Uma Oração nesse Dia de DOR que se vislumbra ao dia 31 de Março as vitimas do comunismo, vitimas da 'Democracia Cubana' que queria ser posta ao Brasil, que Dilma e sua Corja Tenham A REPRIMENDA DE DEUS! Amém!

Uma Oração nesse Dia de DOR que se vislumbra ao dia 31 de Março as vitimas do comunismo, vitimas da 'Democracia Cubana' que queria ser posta ao Brasil, que Dilma e sua Corja Tenham A REPRIMENDA DE DEUS! Amém!


Homenagem aos que morreram vítimas dos terroristas assassinos e
sequestradores: em memória especialmente do tenente Alberto Mendes Jr,
covardemente assassinado pelo terrorista Carlos Lamarca; Mário Kozel Filho,
covardemente assassinado pelos terroristas da VAR-Palmares; Carlos Argemiro
Camargo, covardemente assassinado pelos terroristas da FALN; Manoel Da Silva
Dutra, co
vardemente assassinado por um grupo terrorista do qual fazia parte o sr.
Carlos Minc; Edson Régis de Carvalho, covardemente assassinado pelos
terroristas que jogaram uma bomba no aeroporto de Guararapes; Nelson Gomes
Fernandes, covardemente assassinado pelos mesmos terroristas na mesma ocasião;
Raimundo de Carvalho Andrade, covardemente assassinado pelos terroristas que
ocupavam o Colégio Campinas, em Goiânia; José Gonçalves Conceição, covardemente
assassinado pelos terroristas da Ala Marighella; Agostinho Ferreira Lima,
covardemente assassinado pelos terroristas da ALN; Alzira Baltazar de Almeida ,
covardemente assasinada pelos terroristas que atacavam uma viatura policial;
Newton de Oliveira Nascimento, covardemente assassinado pelos terroristas da
ALN; Joaquim Melo, covardemente assassinado por terroristas que estavam em um
"aparelho"clandestino; Tomaz Paulino de Almeida, covardemente assassinado
pelos terroristas do Molipo; Marcelo Costa Tavares, covardemente assassinado
por terroristas durante um assalto ao banco BNMG; Osíris Motta Marcondes,
covardemente assassinado pelos terroristas que assaltaram o banco Mercantil, do
qual era gerente; Djalma Peluci Batista, covardemente assassinado por
terroristas assaltantes do banco BANERJ; Mateus Levino dos Santos, covardemente
assassinado pelos terroristas do Partido Comunista do Brasil; Agostinho
Ferreira Lima, covardemente assassinado pelos terroristas da ALN; Ailton de
Oliveira, covardemente assassinado pelos terroristas do MAR; Noel de Oliveira
Ramos, covardemente assassinado por terroristas que faziam uma
"panfletagem"; Sylas Bispo Feche, covardemente assassinado pelos
terroristas da ALN; Elzo Ito, covardemente assassinado por terroristas que
roubaram seu carro; Manoel dos Santos, covardemente assassinado por terroristas
que assaltavam uma fábrica de bebidas; Aníbal Figueiredo de Albuquerque, também
covardemente assassinado pelos mesmos terroristas durante o mesmo assalto; José
Geraldo Alves Cursino, covardemente assassinado pelos terroristas durante um
assalto; Nelson de Barros, covardemente assassinado por terroristas infiltrados
em uma passeata; Luiz Carlos Augusto, covardemente assassinado por terroristas
infiltrados em outra passeata; Wenceslau Ramalho Leite, covardemente
assassinado por terroristas que roubaram seu carro; Estanislau Ignácio Correia,
covardemente assassinado pelos terroristas da VPR; Pedro Mineiro, covardemente
assassinado pelos terroristas da "Guerrilha do Araguaia"; Francisco
Valdir de Paula, covardemente assassinado pelos mesmos terroristas da mesma
guerrilha; 

Charles Rodney
Chandler, covardemente assassinado pelos terroristas da VPR; Henning Boilesen,
covardemente assassinado pelos terroristas da VPR; Edward Ernest Tito Otto
Maximilian Von Westernhagen , covardemente assassinado, por engano, pelos
terroristas da COLINA; Cecildes Moreira de Faria, covardemente assassinado por
terroristas da COLINA; José Antunes Ferreira, covardemente assassinado pelos
mesmos terroristas da COLINA; David Cuthberg, covardemente assassinado pelos
terroristas da "frente" ALN, VPR e PCBR; Manoel Henrique de Oliveira,
covardemente assassinado pelos terroristas da ALN; Paulo Macena, covardemente
assassinado pelos terroristas da ALN; Carlos Argemiro Camargo, covardemente
assassinado pelos terroristas da FALN; Edmundo Janot, covardemente assassinado
por terroristas que invadiram seu sítio; Naul José Montovani, covardemente
assassinado por terroristas durante o ataque ao 15 BPM em SP; Boaventura
Rodrigues da Silva, covardemente assassinado por terroristas durante o assalto
ao banco Tozan; Guido Boné, covardemente assassinado pelos terroristas da ALN;
Natalino Amaro Teixeira, covardemente assassinado pelos terroristas da ALN;
Cidelino Palmeiras do Nascimento, covardemente assassinado por terroristas que
roubaram seu taxi depois do assalto ao banco Aliança, SP; Aparecido dos Santos
Oliveira, covardemente assassinado pelos terroristas que assaltaram o banco BRADESCO;
José Santa Maria, covardemente assassinado pelos terroristas que assaltaram o
banco de Crédito Nacional de Minas Gerais; Mauro Celso Rodrigues, covardemente
assassinado por terroristas da ALN ao tentar impedir um assalto; José Getúlio
Borba, covardemente assassinado por terroristas da ALN ao tentar impedir outro
assalto; João Guilherme de Brito, covardemente assassinado pelos terroristas da
ALN, ao tentar impedir ainda outro assalto; Samuel Pires, covardemente
assassinado pelos terroristas quando tentava impedir um assalto à empresa de
ônibus na qual trabalhava como cobrador; Octávio Gonçalves Pereira Jr,
covardemente assassinado pelos terroristas da "frente"VPR, ALN e
Var-Palmares; Francisco Jacques de Alvarenga, covardemente assassinado pela
mesma "frente"; 
 Kurt Kriegel, covardemente assassinado pelos
terroristas da VAR-Palmares; Cláudio Ernesto Canton , covardemente assassinado
ao tentar prender terroristas da ALN; Euclídes de Paiva Cerqueira, covardemente
assassinado pelos terroristas que assaltaram o carro de valores do banco Irmãos
Guimarães; Abelardo Rosa Lima, covardemente assassinado por terroristas que
assaltaram o mercado PEG-PAG; Romildo Ottenio , covardemente assassinado
durante a prisão de um terrorista; Nilson José de Azevedo Lins, covardemente
assassinado pelos terroristas do PCBR; Estela Borges Morato, covardemente
assassinada pelos terroristas do gripo de Marighella; Friederich Adolf Rohmann,
covardemente assassinado pelos mesmos terroristas; Orlando Girolo, covardemente
assassinado por terroristas durante o assalto ao banco BRADESCO; Joel Nunes,
covardemente assassinado pelos terroristas do PCBR que assaltaram o banco Sotto
Mayor; Elias dos Santos, covardemente assassinado pelos terroristas do PCBR;
José Geraldo Alves Cursino, covardemente assassinado por terroristas não
identificados; Antônio Aparecido Posso Nogueró, covardemente assassinado por
terroristas ao tentar impedir um assalto; Newton de Oliveira Nascimento ,
covardemente assassinado pelos terroristas da ALN; Joaquim Melo, covardemente
assassinado por terroristas que estavam em um "aparelho"clandestino;
João Batista de Souza, covardemente assassinado pelos terroristas que
assaltaram a Cia de cigarros Souza Cruz; 

Irlando de Moura
Régis , covardemente assassinado durante o sequestro do embaixador da Alemanha;
Isidoro Zamboldi, covardemente assassinado pelos terroristas que assaltaram a
loja Mappin, SP; Benedito Gomes , covardemente assassinado pelos terroristas
que roubaram seu carro; Vagner Lúcio Vitorino da Silva, covardemente
assassinado pelos terroristas do MR-8, durante o assalto ao banco BNMG, José
Armando Rodrigues, covardemente assassinado pelos terroristas da ALN, durante o
assalto a sua loja; 
 Bertolino Ferreira da Silva , covardemente
assassinado pelos terroristas da ALN e do MRT durante o assalto à empresa
Brinks; Célio Tonelly, covardemente assassinado por terroristas ao tentar
impedir o roubo de um carro; Autair Macedo, covardemente assassinado pelos
terroristas durante o assalto à empresa de ônibus Amigos Unidos; Walder Xavier
de Lima, covardemente assassinado pelos terroristas do PCBR; José Marques do
Nascimento, covardemente assassinado pelos terroristas da VPR; Garibaldo de
Queiroz, covardemente assassinado pelos terroristas da VPR, também; José Aleixo
Nunes, também covardemente assassinado pelos terroristas da VPR (todos os três
durante uma "panfletagem"armada que os terroristas faziam na Vila
Prudente, SP; Hélio de Carvalho Araújo, covardemente assassinado pelo
terrorista Carlos Lamarca, durante o sequestro do embaixador da Suíça; Marcelo
Costa Tavares, covardemente assassinado pelos terroristas durante assalto ao
BNMG; Américo Cassiolato, covardemente assassinado por terroristas em Pirapora
do Bom Jesus; Fernando Pereira, covardemente assassinado pelos terroristas que
assaltaram a Casa do Arroz, da qual era gerente;Mateus Levino dos Santos,
covardemente assassinado pelos terroristas do PCBR, ao impedir o sequestro do
cônsul americano, no Recife; José Julio Toja Martinez, covardemente assassinado
pelos terroristas do MR-8; Maria Alice Matos, covardemente assassinada por
terroristas durante assalto a uma loja de material de construção; Manoel da
Silva Neto, covardemente assassinadoi pelos terroristas que assaltaram a
empresa de Transportes Tusa; Adilson Sampaio, covardemente assassinado pelos
terroristas que assaltaram as Casas Gaio Marti, Rio; Antônio Lisboa Ceres de
Oliveira, coverdemente assassinado pelos terroristas que assaltaram a boate
Comodoro, RJ; Jaime Pereira da Silva, covardemente assassinado por terroristas
durante um assalto à mão armada; Gentil Procópio de Melo, covardemente
assassinado pelos terroristas do PCR, que conduzira a um hospital no seu táxi,
sem saber que eram terroristas; Jayme Cardenio Dolce, covardemente assassinado
pelos terroristas que assaltaram a Casa de Saúde Dr. Eiras, Rio; Silvâno
Amâncio dos Santos, covardemente assassinado pelos mesmos terroristas, no mesmo
assalto; Demerval Ferreira dos Santos, covardemente assassinado ainda pelos
mesmos terroristas, no mesmo assalto; Alberto da Silva Machado , covardemente
assassinado por terroristas que assaltaram a Fábrica de Móveis Vogal Ltda, Rio,
da qual era proprietário; José do Amaral, covardemente assassinado pelos
terroristas do MR-8 e da VAR-Palmares durante assalto ao carro transportador de
valores da Transfort S/A.; Nelson Martinez Ponce, covardemente assassinado
pelos terroristas do Molipo, durante assalto a um ônibus da Empresa de
Transportes Urbano S/A, em Vila Brasilândia, São Paulo; João Campos,
covardemente assassinado pelos terroristas ao tentar deter um carro cheio de
terroristas armados; José Amaral Vilela, covardemente assassinado pelos
terroristas que assaltaram um carro-forte da firma Transfort, na Estrada do
Portela, em Madureira, Rio; Eduardo Timóteo Filho, covardemente assassinado
pelos terroristas durante outro assalto às Casas Gaio Marti, Rio; Hélio
Ferreira de Moura, covardemente assassinado pelos terroristas que assaltaram
outro carro da Brinks, na via Dutra; Tomaz Paulino de Almeida, covardemente
assassinado pelos terroristas que roubaram seu carro, no bairro do Cambuci, SP;
Luzimar Machado de Oliveira, covardemente assassinado por terroristas do Molipi
que tentavam entrar com identidades falsas em um clube na cidade de Paraiso do
Norte, GO; 



Benedito Monteiro da Silva, covardemente
assassinado por terroristas durante um assalto a banco em S. José do Rio Pardo,
SP; Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi, covardemente assassinado por
terroristas durante uma operação no bairro Tatuapé, SP; Walter César Galleti,
covardemente assassinado pelos terroristas da ALN que assaltaram a firma F.
Monteiro S/A., SP; Manoel dos Santos, covardemente assassinado pelos
terroristas que assaltaram a fábrica de bebidas Charel Ltda, SP; Aníbal
Figueiredo de Albuquerque, covardemente assassinado pelos terroristas que
assaltaram a mesma fábrica Charel, da qual era proprietário; Odilo Cruz Rosa,
covardemente assasinado pelos terroristas da guerrilha do Araguaia; sargento
Rozendo, covardemente assassinado pelos terroristas que assaltaram um bar e um
carro da Distribuidora de Cigarros Oeste LTDA, SP; João Pereira, covardemente
assassinado pelos terroristas do PC do B na guerrilha do Araguaia; Mário
Domingos Panzarielo, covardemente assassinado pelos terroristas da ALN; Mário
Abraim da Silva , covardemente assassinado pelos terroristas da guerrilha do
Araguaia; Sílvio Nunes Alves, covardemente assassinado pelos terroristas da
"frente" PCBR - ALN - VPR - Var Palmares e MR8 que assaltaram o banco
Novo Mundo, na Penha, Rio; Osmar, posseiro no Pará, covardemente assassinado
pelos terroristas por ter permitido que paraquedistas acanpassem nas suas
terras; Luiz Honório Correia, covardementa assassinado por terroristas que
assaltaram a empresa de Ônibus Barão de Mauá, Rio; Severino Fernandes da Silva,
covardemente assasinado pelos terroristas durante "agitação rural" em
PE; José Inocêncio Barreto, covardemente assassinado pelos mesmos terroristas
durante a mesma "operação"em PE; Manoel Henrique de Oliveira,
covardemente assassinado pelos terroristas da ALN; Pedro Américo Mota Garcia,
covardemente assassinado pelos terroristas ao impedir um assalto a uma agência
da CEF no Rio; Octávio Gonçalves Moreira Júnior, coverdemente assassinado pelos
terroristas de um "Tribunal Popular Revolucionário"que decidiu matar
um policial como "exemplo"; Francisco Valdir de Paula, covardemente
assassinado pelos terroristas da guerrilha do Araguaia; Geraldo José Nogueira,
covardemente assassinado por terroristas não identificados em São Paulo; Pedro
Mineiro, covardemente assassinado pelos terroristas da guerrilha do Araguaia -
e POR TODOS AQUELES que foram "justiçados" por seus próprios
"cumpanhêros", como é de PRAXE entre os comunistas sanguinários,
TODOS covardemente assassinados: Antonio Nogueira da Silva Filho, Geraldo
Ferreira Damasceno, Ari Rocha Miranda, Antonio Lourenço, Márcio Leite Toledo,
Amaro Luiz de Carvalho, Carlos Alberto Maciel Cardoso, Salatiel Teixeira
Rolins, Rosalino Cruz Souza, e também em memória de Elvira Cupelo Colônio,
codinome "Elza Fernandes", covardemente assassinada por ordem de Luiz
Carlos Prestes e Olga Benário - que o opróbrio para sempre cubra os nomes
desses comunistas sanguinários, agentes do maior genocídio da História e
assassinos covardes de tantos inocentes, AMÉM!




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O Povo engole tudo e nem sabe que paga várias vezes o que já é dele!

Fonte: "por ai na internet"... 


Aluna de 22 anos afirma: "NÃO PAGO PEDÁGIO EM LUGAR NENHUM ". O texto está correndo o Brasil! LEIA:

06/06/2011
"A Inconstitucionalidade dos Pedágios", desenvolvido pela aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Márcia dos Santos Silva choca, impressiona e orienta os interessados.

A jovem de 22 anos apresentou o "Direito fundamental de ir e vir" nas estradas do Brasil. Ela, que mora em Pelotas, conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação.
Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos "Direitos e Garantias Fundamentais", o artigo 5 diz o seguinte:

"Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade " E no inciso XV do artigo: "é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens".

A jovem acrescenta que "o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição".

Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realiza contratos com o governo Estadual de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas.

"No momento que abasteço meu carro, estou pagando o pedágio. Não é necessário eu pagar novamente Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também", enfatiza.

A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava a passar nos pedágio sem precisar pagar. "Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre.

Não tem perigo algum e não arranha o carro", conta ela, que diz fazer isso sempre que viaja. Após a apresentação, questionamentos não faltaram. Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras. Segundo Márcia, juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras.

Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados. Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. "Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado.

Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios, é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra", acrescenta.
Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda, que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. "Não há o que defender ou explicar. A constituição é clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional", conclui. A estudante apresenta o trabalho de conclusão de curso e formou-se em agosto de 2008.

Ela não sabia que área do Direito pretende seguir, mas garante que vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos pedágios.

E AGORA?

VAMOS COMPARTILHAR E VER NO QUE ISSO VAI DAR...

domingo, 11 de setembro de 2011

DEZ ANOS DEPOIS

DEZ ANOS DEPOIS

11/09/2011

NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado
http://www.nivaldocordeiro.net/dezanosdepois

Há muitas maneiras de se analisar os acontecidos em 11 setembro de 2001. Para mim, a ferocidade islâmica que desabou sobre Nova York é aparentada daquela que se abateu sobre os judeus sob o regime nazista. Lembremos que os fatos foram precedidos por atentados a símbolos judaicos em diversos países, como a embaixada de Israel em Bueno Ayres e a sinagogas em Paris. Os inimigos do povo judeu novamente em ação.

A data também é ela mesma um simbolismo, pois os atacantes celebravam uma de suas derrotas históricas para o Ocidente. Foi em 12 de setembro de 1683 que forças militares do Império Otomano foram rechadas, depois de meses de cerco à cidade de Viena. Este acontecimento histórico, junto com a derrota em Lepanto(batalha da qual o glorioso Miguel de Cervantes participou como soldado), representou o fim de qualquer veleidade de domínio islâmico sobre a Europa cristã.

Os radicais islâmicos odeiam os cristãos ainda mais que os judeus. Vêem os EUA como uma Nova Roma e sempre suas ações procuram ter essas ressonâncias históricas seculares. É claro que isso é uma alucinação, que o Ocidente não é uma unidade, nem mesmo religiosa, e que apenas a cegueira ideológica mais funesta pode mobilizar os islamitas nessa falsa causa. A loucura está combinada aqui com a ferocidade desprovida de meios. Já disseram que os islamitas são maus soldados, mas excelentes assassinos. Os acontecidos em 11 de setembro comprovaram novamente a tese.

O Mal se levantou naquela data. A serpente islâmica se moveu. Não sou daqueles que separam os “bons” muçulmanos dos “maus”: vejo aí apenas a face duplicada da mesma entidade. Um gera o outro. O islamismo nasceu como seita cristã herética e assim permanece, dando voz ao Negador. E meios letais. O esmagamento da cabeça da serpente representado pela morte oportuna de Osama Bin Laden é também motivo para celebração. Este momento não seria completo se aquele satanás ainda vivesse.

O ponto essencial a notar é a continuidade do Mal e os seus alvos: judeus e cristãos. Eles são os inimigos jurados de morte. Azar dos elementos hostis que há sempre a mão providencial de Deus: eles fazem vítimas, mas são incapazes de vencer, porque o Mal não poderá jamais vencer o Bem.

A "religião da paz": Sobre 11-09-2001 e o terrorismo

Sobre 11-09-2001 e o terrorismo

http://blogdoambientalismo.com/sobre-11-09-2001-e-o-terrorismo/

Humilhados no campo de batalha [mormente pelos israelenses], os Estados árabes recorreram ao patrocínio do terrorismo de exilados palestinos. Operando de bases no Egito, no Líbano e na Jordânia,fedayins – literalmente, “autossacrifícios” – realizaram numerosos ataques a civis israelenses depois de 1949. Nos seis anos entre 1951 e 1956, mais de quatrocentos israelenses foram mortos e novecentos feridos por esses ataques.

A escalada de violência

Depois da Guerra dos Seis Dias, a Organização para a Libertação da Palestina operou com impunidade, a partir do território jordaniano, até que a pressão israelense forçou sua expulsão em 1970. A OLP, então, mudou-se para o sul do Líbano, um país cuja subsequente descida rumo à guerra civil criou um canteiro quase perfeito para organizações terroristas (algo que a invasão síria em 1976 não fez nada para alterar).

Ataques terroristas por guerrilheiros da OLP sediados no Líbano levaram os israelenses a invadir o país depois de um sequestro particularmente sangrento em março de 1978, embora eles tenham, subsequentemente, concordado em entregar a zona de fronteira para uma tropa das Nações Unidas. Quatro anos depois, em junho de 1982, Israel lançou uma invasão completa do Líbano, sitiando o reduto da OLP no oeste de Beirute e, mais uma vez, empurrando seus líderes para fora – dessa vez para a distante Tunísia.

O ministro da defesa de Israel, Ariel Sharon, não ficou satisfeito com isso. Sua cínica decisão de soltar os cristãos maronitas aliados de Israel sobre campos de refugiados palestinos levou, diretamente, a um horrível massacre que custou a vida de 700 a 1000 pessoas. Em meio à condenação internacional – à qual os Estados Unidos aderiram – tropas de paz da ONU foram novamente mobilizadas. Entre elas estavam várias centenas de fuzileiros navais dos EUA.

A hidra do terrorismo

A OLP e seus associados travaram sua guerra por muitos anos em duas frentes: não só diretamente contra Israel, mas, indiretamente, contra israelenses ou supostos simpatizantes israelenses no exterior. O terrorismo é, no entanto, uma hidra de muitas cabeças. Embora a OLP tenha sofrido um golpe severo com a invasão israelense do Líbano, os anos 1980 viram o surgimento de novos grupos, como a Organização de Abu Nidal, a Frente Popular para a Libertação da Palestina, o Hezbollah e o Hamas.

Enquanto a OLP devia mais ao nacionalismo e ao marxismo, essa nova geração de terroristas identificava-se, primariamente, com o islã. O que punha sua tática à parte daquelas dos anos 1960 e 1970 era o recurso ao ataque suicida e sua disposição muito maior para atacar americanos. Provavelmente deve-se atribuir menor significado para o primeiro desses traços. Na maioria dos países, na maior parte do tempo, terroristas que cometeram atos de assassinato foram, de fato, suicidas, já que eles ou morreram in flagrante ou foram executados depois por seus crimes.

O 11 de setembro e anteriores

Os especialistas que ficaram, momentaneamente, impressionados pela disposição dos terroristas do 11 de setembro de “matar a si mesmos para matar os outros” estavam se esquecendo de muitos precedentes desse comportarnento. Muito mais importante era o fato de que esses terroristas agora consideravam americanos um alvo legítimo. A virada nesse aspecto veio em 18 de abril de 1983, quando um terrorista suicida atacou a embaixada americana em Beirute matando 63 pessoas, incluindo toda a equipe de Oriente Médio da ClA. Seis meses depois, em outra missão kamikaze, um caminhão carregado de TNT foi jogado em direção a um quartel libanês onde fuzileiros navais americanos estavam alojados, matando 241 deles. A mesma tática matou quatro pessoas quando foi usada contra a embaixada dos EUA no Kuwait.

O terrorismo vem diminuindo

O impacto dos ataques de setembro de 2001 foi tal que é fácil esquecer que o número de incidentes terroristas internacionais vem na verdade caindo desde o pico do meio dos anos 1980 (ver figura abaixo).

Houve três vezes mais ataques em 1987 do que em 2002. Ao mesmo tempo, porém (embora com um declínio nos anos 1994-1995), a proporção de ataques diretos a americanos e interesses americanos vem crescendo. Como mostra a tabela 4, mais de uma a cada dez vítimas de terrorismo através das fronteiras desde 1991 é americana.

Alvo fácil: o World Trade Center

O World Trade Center foi atacado pela primeira vez em 1993. Isso foi seguido pelas explosões no quartel dos EUA na Arábia Saudita em 1996, nas embaixadas dos EUA em Nairóbi e Dar-es-Salaam em agosto de 1998, e pelo ataque ao [navio norteamericano] USSCole em Aden em outubro de 2000. Não foi uma profecia maluca quando a Comissão Nacional de Segurança, dirigida por Gary Hart e Warren B. Rudman, alertou em seu primeiro relatório, de setembro de 1999:

«Terroristas e outros grupos descontentes vão adquirir armas de destruição em massa e de danos em massa, e alguns vão usá-Ias. Americanos provavelmente vão morrer em solo americano, possivelmente em grande número».

Repetindo, o surpreendente no 11 de Setembro foi simplesmente que ele não tivesse ocorrido antes. Os Estados Unidos tinham subsidiado Israel por anos. Tinham escorado o regime do xá no Irã. Tinham mobilizado soldados na Arábia. Não havia falta de motivos para um ataque de um ou outro grupo terrorista do Oriente Médio.

O que foi demonstrado para os americanos comuns no dia 11 de setembro de 2001 era fartamente conhecido pelos especialistas havia anos. Os americanos não eram só um alvo, eles eram um alvo fácil.

Facilidades de hoje

O terrorismo pode não ser novo, mas os terroristas de hoje têm vantagens impressionantes em relação a seus predecessores. A tecnologia significa que grande destruição pode ser infligida a um custo desprezível – daí o número crescente de vítimas por ataque. Um rifle de assalto Kalashnikov pode ser comprado por umas poucas centenas de dólares.

O custo real de uma ogiva nuclear – e certamente o custo real de um kiloton de efeito nuclear – é quase com certeza mais baixo hoje do que em qualquer período desde que o Projeto Manhattan atingiu seu objetivo. A primeira bomba custou cerca de 2 bilhões em dólares de 1945. Convertido a preços de 1993, o número cresce dez vezes, o suficiente para comprar quatrocentos mísseis Tridente II. O fato de que a França pôde quase dobrar seu arsenal nuclear (de 222 ogivas em 1985 para 436 em 1991) ao mesmo tempo em que aumentava seu orçamento de defesa em menos de 7% em termos reais fala por si. Ainda assim, a AI Qaeda não precisou de nada tão sofisticado para destruir os prédios mais altos de Manhattan: só umas aulas de voo e estiletes. No momento em que escrevo, é possível pagar oitenta horas de aluguel de um avião e aulas de voo por menos de US$ 9 mil. Um estilete com seis lâminas custa US$ 2,11.

As perdas relativas aos ataques de 11 de setembro

Por uma ninharia em dinheiro, portanto, um punhado de homens foi capaz de matar 3.173 pessoas e infligir perdas econômicas imediatas estimadas em US$ 27,2 bilhões – uma fração minúscula da perda acumulada na receita nacional que foi inicialmente projetada em cerca de 5% do PIB.

Para a indústria de seguros, diz-se que os custos finais do desastre ficaram entre US$ 30 bilhões e US$ 58 bilhões. As companhias aéreas americanas também foram gravemente afetadas, assim como o turismo. Os pagadores de impostos enfrentaram uma conta não só pela reconstrução, mas também pelo resgate das companhias aéreas e os gastos significativamente aumentados em “segurança interna”. Os custos de longo prazo dos ataques do 11 de Setembro – sob a forma de um grau maior de incerteza, volatilidade do mercado, custos de segurança e taxas de risco – só podem ser conjecturados.

Como se saíram os EUA?

A economia dos EUA passou por esse golpe mais facilmente do que muitos temeram na época. Olhados em termos estritamente econômicos, os ataques do 11 de Setembro foram comparáveis a um desastre natural muito severo: caro, mas pagável, e muito menos significativo do que a deflação da bolha do mercado de ações que tinha começado um ano e meio antes.

Comparado ao estrago que poderia ter sido feito pela União Soviética na eventualidade de a Guerra Fria ter se tornado “quente”, eles foram, na verdade, triviais.

Os riscos já foram maiores

O fato da “terceira guerra mundial”, simplesmente, não ter acontecido não deveria nos levar a tirar a conclusão errada de que a AI Qaeda é mais perigosa para os Estados Unidos do que foi o comunismo soviético. Como vimos, as ideologias das duas entidades guardam certas semelhanças, mas a capacidade militar de Stálin, Khrushchev e Brejnev excediam as de bin Laden por muitas ordens de grandeza. Um ataque pela União Soviética teria deixado centenas de milhares, se não milhões de americanos mortos e teria apagado os traços não só de duas torres, mas de diversas cidades.

O problema com a AI Qaeda não é que ela seja uma grande ameaça; é que uma ameaça tão pequena e, em termos de organização, tão difusa, é extremamente difícil de localizar, seja para aniquilar, seja para negociar. Por um lado, então, temos um poderoso consenso de que não se pode permitir que uma calamidade causada pelo homem, como o 11 de Setembro, aconteça novamente. Por outro lado, temos a insidiosa desconfiança de que uma repetição seja praticamente impossível de evitar.

O terrorismo vai passar?

Assim como era um mito nos anos 1930 que «o bombardeiro sempre vai passar», é um mito hoje que “o terrorista sempre vai passar”. O terrorismo doméstico pode ser reduzido – se não totalmente eliminado – por uma combinação de policiamento e negociação.

O problema do terrorismo era sério na Europa ocidental durante os anos 1970, quando minorias nacionalistas (na Irlanda e na Espanha) e radicais marxistas (na Itália, na Alemanha e na Grécia) executavam uma campanha de assassinatos e destruição. Hoje, com a exceção do grupo separatista basco Euskadi ta Askatasuna (ETA), os responsáveis por esses crimes foram presos, marginalizados ou induzidos a renunciar à violência.

O número de incidentes terroristas caiu acentuadamente. O Exército Republicano Irlandês Provisório efetivamente dividiu-se, com sua liderança, no fim, tendo que optar entre a bala e a cédula, apesar do fato de que não está nem remotamente perto de atingir sua meta de uma Irlanda unificada. Os esquerdistas radicais de 1968 estão mortos, presos ou – com suas opiniões milagrosamente moderadas pelas tentações do poder – no governo. Nenhum movimento terrorista está imune ao cisma quando confrontado com, ao mesmo tempo, firmeza e diálogo.

E o Oriente Médio?

Um desarmamento do terrorismo desse tipo é concebível no Oriente Médio? Não – parece claro – enquanto Israel procurar uma solução puramente militar para o problema. No momento em que escrevo (verão de 2003), a violência entre israelenses e palestinos tanto em Israel quanto nos territórios ocupados custou a vida de quase 3 mil pessoas, desde a intifada de “Al Aqsa” em setembro de 2000: mais de 2 mil palestinos e mais de setecentos israelenses. Que o governo de Ariel Sharon tenha sido levado à construção de um muro em torno das áreas de habitação palestinas é um índice de seu desespero. Essa é uma política que deve algo à Alemanha de Ulbricht e à África do Sul de Verwoerd – um “muro de Berlim” através da Terra Santa para aplicar um novo apartheid.

O terrorismo no Oriente Médio não vai parar enquanto houver Estados dispostos a patrociná-lo.

O internacionalismo terrorista – ou, para ser exato, a disseminação do terrorismo em direção aos Estados Unidos – precisa de uma reação que ultrapasse fronteiras. Deveria ter sido óbvio bem antes de setembro de 2001 que o apoio a grupos terroristas por parte de Afeganistão, Cuba, Iraque, Irã, Líbia, Coreia do Norte, Sudão e Síria só poderia ser interrompido por meio de intervenção nos negócios internos desses países. Esse tipo de intervencionismo estava longe de ser fácil durante a Guerra Fria, quando qualquer ação americana com certeza provocaria uma reação soviética. Mesmo depois que o colapso da União Soviética deu aos Estados Unidos uma “hegemonia por omissão”; os responsáveis pela política americana achavam difícil imaginar algo além de punições em grande medida simbólicas.

Pretextos e efetividade

Em abril de 1986, o presidente Reagan ordenou ataques aéreos contra cinco alvos líbios«para ensinar uma lição a Qaddafi de que a prática de terrorismo patrocinado pelo Estado tem um custo alto» — nas palavras do secretário de Defesa Caspar Weinberger. Doze anos depois, em agosto de 1998, o presidente Clinton ainda estava usando a mesma tática, lançando mísseis contra supostas «instalações relacionadas ao terrorismo» no Afeganistão e no Sudão em retaliação às explosões nas embaixadas do Quênia e da Etiópia. Essas demonstrações deram pouco resultado. Na verdade, a imagem de um míssil Cruise atingindo uma tenda (vazia) parecia simbolizar a impotência americana – nas palavras do sucessor de Clinton, essas táticas eram simplesmente uma «piada».

Os Estados Unidos, porém, começaram a ficar mais confiantes em sua própria capacidade militar durante os anos 1980. Depois do nadir de abril de 1980, quando uma tentativa aérea de resgatar os reféns americanos em Teerã fracassou vergonhosamente, houve mudanças importantes no Pentágono. Os Estados Unidos continuaram a se engajar em operações anticornunistas secretas na América Central, patrocinando a guerra dos “contras” para derrubar o regime sandinista que havia chegado ao poder na Nicarágua em 1979, subsidiando o governo anticomunista de El Salvador e transformando Honduras em pouco mais do que um acampamento do Exército americano. Em muitos sentidos, era a continuação da abordagem «o nosso filho da puta» para a região, coberta com uma retórica da Guerra Fria que era apenas um pouquinho mais nova. O interesse público era limitado; uma pesquisa revelou que cerca de um terço dos americanos pensava que os “contras” estavam lutando na Noruega.

Novidades no front

As intervenções abertas dos anos 1980 eram mais novidade. Em outubro de 1983, o presidente Reagan ordenou uma invasão completa da minúscula ilha caribenha de Grenada para reverter um golpe de esquerda. O nome da operação, “Fúria Urgente”, revelava algo do humor mudado dos militares. O sucesso em Grenada foi seguido, seis anos depois, quando o presidente George Bush pai ordenou a derrubada do ditador general Manuel Noriega. Apesar do fato de que os Estados Unidos tinham concordado em entregar o Canal do Panamá em 1º de janeiro de 1990, a anulação das eleições de maio anterior por Noriega forneceu a justificativa para a invasão em larga escala por 25 mil soldados americanos. A operação “Causa Justa” foi uma nova mudança: força desproporcional usada, unilateralmente, para derrubar – em vez de instalar – um ditador.

Mudanças administrativas internas e mais dinheiro

Essa nova autoconfiança vinha, em parte, de dentro. A Lei Goldwater-Nichols (1986) tinha transformado a estrutura de comando das forças armadas americanas, promovendo o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas ao papel de assessor militar principal do presidente e, mais importante, criando uma nova elite de cinco “comandos unificados de combate”, cada um com responsabilidade sobre uma área geográfica especffica. Particularmente importante foi a transformação da Força-Tarefa Conjunta de Mobilização Rápida em um novo Comando Central, que deveria ser central em um sentido mais do que geográfico. O redesenho do atlas, implícito nessa nova estrutura, tinha consequências operacionais importantes, já que os Estados Unidos não tinham forças mobilizadas igualitariamente em todas as cinco regiões. O Centcom, em particular, tinha poucos soldados à disposição; o comandante responsável por essa região estrategicamente vital, que vai do Chifre da África à Ásia central, era, no início, um chefe com poucos índios. Uma consequência disso foi o crescimento em importância das altamente móveis forças de Operações Especíaís.

De modo significativo, os aumentos substanciais nos orçamentos dessas novas entidades militares coincidiram com acentuadas reduções no financiamento do Departamento de Estado. Acima de tudo, o processo de repensar o jeito americano de fazer a guerra – para ser exato, o processo de aprender as lições do Vietnã – finalmente deu frutos doutrinais. Como chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Bush, o general Colin Powell detalhou quais lições deveriam ser essas. Nunca mais a geração de oficiais que havia liderado o esforço de guerra no Vietnã «aceitaria uma guerra com meio comprometimento por causa de justificativas meio explicadas que o povo americano não conseguia entender nem apoiar». Dali para a frente, os Estados Unidos «não deveriam empregar suas tropas em combates no exterior a não ser que o engajamento ou a ocasião específicos sejam julgados vitais para o nosso interesse nacional ou de nossos aliados»; quando esses casos surgirem, e só como «último recurso», soldados devem ser empregados «com convicção e com a clara intenção de vencer»; devem ser dados a eles «objetivos políticos e militares claramente definidos», mas tanto os meios quanto os fins «devem ser continuamente reavaliados e ajustados se necessário», e deve haver «alguma garantia razoável de que sempre haverá o apoio do povo americano e de seus representantes eleitos no Congresso». (Foi em parte para assegurar que esse tipo de apoio ocorreria que Powell mais tarde acrescentou o importante adendo de que todas as intervenções americanas deveriam ter uma «estratégia de retirada».

A verdadeira inflexão histórica

A ênfase de Powell na necessidade de clareza de propósito era sincera e saudável. Sob sua liderança – ele declarou explicitamente – não haveria outro fiasco como a expedição ao Líbano de 1983. Mesmo assim, é importante lembrar que o novo tipo de intervenção que Powell tinha em mente só se tornou possível por uma mudança fundamental no contexto estratégico global. O fato de a invasão do Panamá ter ocorrido só um mês depois da queda do Muro de Berlim está longe de ser uma coincidência. Antes, a ameaça soviética tinha inclinado os Estados Unidos a intervir secretamente, com frequência para preservar ditadores latino-americanos confiavelmente anticomunistas. Agora, com o império soviético ruindo, a intervenção podia ser bastante aberta e, ao menos em aparência, em nome de forças democráticas não só na América Latina, mas, potencialmente, em qualquer lugar. Nesse sentido, o verdadeiro ponto de inflexão histórico foi 9 de novembro, e não 11 de setembro. Depois da revolução na Alemanha Oriental em 9 de novembro de 1989, ficou repentinamente aparente que o líder soviético Mikhail Gorbatchev não iria ou não poderia manter o império russo mandando tanques para cidades da Europa do leste. Daí a importância da Alemanha, uma reunificação liderada pelo Ocidente do que havia sido antes material dos mais negros pesadelos dos líderes soviéticos anteriores, seguiu-se, por implicação, que os Estados Unidos estavam livres para se envolver mais ou menos em qualquer lugar. No dia 2 de dezembro, Bush e Gorbatchev formalmente declararam o fim da Guerra Fria. Em 19 de dezembro começou a invasão do Panamá.

No Iraque a coisa seria diferente

Quando Saddam Hussein invadiu o Kuwait no dia 2 de agosto de 1990, ele, involuntariamente, criou a oportunidade para os Estados Unidos dar-lhe o tratamento que tinham acabado de impor a Noriega. Foi isso mesmo? Porque, mesmo com a União Soviética em crise, o Oriente Médio não era bem a América Central. Uma mudança unilateral de regime no Panamá tinha sido implementada com quase nenhum murmúrio de protesto internacional. Ainda assim, por duas razões cruciais, o Iraque mostrou-se diferente. A primeira foi a crença (que era quase universal em 1990) de que uma intervenção no Oriente Médio requeria a aprovação das Nações Unidas. A segunda foi que essa aprovação, ainda que fosse unânime, não seria legítima aos olhos dos islamo-bolcheviques. Pois a vitória da América na Guerra Fria tinha sido – nas ruínas da distante e semiesquecida Cabul – a vitória deles também.

Para lá e para cá

O foco geográfico do império americano mudou várias vezes ao longo do S20. No começo do século ele foi um império hemisférico, atingindo o Caribe a leste, a América Central ao sul, e, a oeste, o Pacífico. No meio do século, ele tinha sido forçado a, relutantemente, estender seu alcance até a Europa, e, durante boa parte da Guerra Fria, a segurança da Europa Ocidental parecia importar mais do que a Ásia ou, de fato, do que o Caribe.

Gradualmente, no entanto, o Oriente Médio veio a ser o núcleo em torno do qual a estratégia americana girava: por causa de Israel, por causa do petróleo, por causa do terrorismo. Com o fim da Guerra Fria, apresentaram-se as oportunidades para usar o revivescente poderio militar americano contra um ou mais desses Estados perigosos que simultaneamente ameaçam Israel, possuem petróleo e patrocinam o terrorismo.

A questão não era se os Estados Unidos iriam agir contra esses inimigos jurados – eles não podiam se dar ao luxo de não agir. A questão era se iriam fazer isso sozinhos ou com seus aliados tradicionais.

Niall Ferguson

Créditos → este post é composto por parte do capítulo «A Lógica do Terror» do livro«Colosso – Ascensão e Queda do Império Americano», escrito em 2004 por Niall Fergusson (1964) – historiador inglês, professor/pesquisador em Harvard, Oxford e Stanford e correspondente do Financial Times e da Newsweek, dentre outras atividades e livros publicados, inclusive no Brasil. Deve-se levar em conta o ano em que o livro foi escrito e os acontecimentos posteriores, até os dias de hoje. Introduzi subtítulos no texto para incentivar e facilitar a leitura.

Os livros a ler são:

Chomsky, Noam — O Império Americano – Hegemonia ou Sobrevivência — Rio de Janeiro, Brasil: Campus/Elsevier Editora Ltda., 2004.

Ferguson, Niall — Colosso – Ascensão e Queda do Império Americano — São Paulo, Brasil: Editora Planeta do Brasil Ltda., 2011.

Kiernan, V. G. — Estados Unidos – O Novo Imperialismo — Rio de Janeiro, Brasil: Editora Record Ltda., 2009.

Landes, David — Dinastias – Esplendores e Infortúnios das Grandes Famílias Empresariais — Rio de Janeiro, Brasil: Elsevier Editora Ltda./Editora Campus., 2007.

Lens, Sidney — A Fabricação do Império Americano – Da Revolução ao Vietnã: Uma História do Imperialismo dos Estados Unidos — Rio de Janeiro, Brasil: Editora Civilização Brasileira/Editora Record Ltda., 2006.

Moniz Bandeira, Luiz Alberto — Formação do Império Americano – Da Guerra Contra a Espanha à Guerra do Iraque — Rio de Janeiro, Brasil: Editora Civilização Brasileira/Editora José Olympio, 2009.

Morris, Charles R. — Os Magnatas — Porto Alegre, Brasil: L&PM Editores, 2006.

Perkins, John — A História Secreta do Império Americano — São Paulo, Brasil: Editora Pensamento-Cultrix Ltda., 2008.

Pieterse, Jan Nederveen — O Fim do Império Americano? – Os Estados Unidos Depois da Crise — Belo Horizonte, Brasil: Geração Editorial, 2009.

Tocqueville, Alexis de — A Democracia na América (livro I – Leis e Costumes; livro II –Sentimentos e Opiniões) — São Paulo, Brasil: Livraria Martins Fontes Ltda., 2005 e 2004.

Wolf, Naomi — O Fim da América — Rio de Janeiro, Brasil: Editora Record Ltda., 2010.

Wallerstein, Immanuel — O Declínio do Poder Americano — Rio de Janeiro, Brasil: Contraponto Editora Ltda., 2004.

Zakaria, Fareed — O Mundo Pós-Americano — São Paulo, Brasil: Editora Schwarcz Ltda./Companhia das Letras, 2008.

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Inaceitáveis obviedades!

Quer ser impopular? Diga que há um desastre civilizacional em curso, motivado pela corrosão dos valores da tradição judaico-cristã.

Recebo muitas mensagens eletrônicas apontando o farisaísmo de quem critica a corrupção que vê e fecha os olhos para o extenso rol dos próprios desvios diários de conduta. Certo, é farisaísmo mesmo. Essa inquietante observação sobre os comportamentos individuais conduz, ademais, à conclusão de que não existem sociedades virtuosas. Se as pessoas não o são, a sociedade tampouco o será. Aliás, é esse lado obscuro da natureza humana que, entre outras coisas, torna necessária a existência da lei, dos poderes de Estado e da política.

O artigo poderia terminar aqui se as proclamações feitas acima fossem as únicas verdades a serem ditas sobre o assunto, mas não é o caso. Aliás, quanto mais a toalha da renúncia à virtude for jogada no tablado da cultura contemporânea e quanto mais isso for objeto de indiferença social, maior será a corrupção dos corruptos e o farisaísmo dos fariseus. Chegará o dia em que, virado o fio, o vício se converterá em virtude e a virtude em vício. Não, não estamos longe disso, leitor, numa época em que o adjetivo "sacana" pega melhor que o adjetivo "virtuoso". Ou não? E todos riem.

Que somos imperfeitos, sabemos. O que parece haver sumido das nossas reflexões sobre a sociedade é o fato de que somos aperfeiçoáveis. Assim como sempre podemos fazer melhor o que fazemos, sempre podemos ser melhores do que somos. Portanto, as sociedades jamais serão plenamente virtuosas, mas os indivíduos temos um compromisso moral com o nosso aperfeiçoamento. O que se tornou saudável prática em relação ao condicionamento físico sumiu dos procedimentos em relação ao caráter. Tornamo-nos moralmente sedentários! Abandonamos os exercícios que envolvem a formação da consciência.

Eis aí, então, um dos mais graves problemas da sociedade contemporânea. Podemos nos abraçar em muitos erros e vícios, mas fugimos das decorrentes responsabilidades morais e, principalmente, do mais tênue sentimento de culpa. Opa, culpa não! Culpa faz mal à saúde. No entanto, pergunto: como haver arrependimento e retificação das condutas sem que a consciência bem formada acuse o erro? Como corrigir o mal feito a outros sem que a percepção do erro, elaborada no plano da consciência, nos mobilize nessa direção? Em qual laboratório - que não no da consciência - pode nascer algo tão humano quanto o pedido de perdão? Cuidado! São muito claros os sinais de que estamos nos alinhando nos viciosos degraus de uma escada pela qual apenas poderemos descer. Onde anda o hábito de examinar a consciência, de refletir sobre ações e motivações, de corrigir erros, de pedir e oferecer perdão, de buscar o bem e evitar o mal? Todo esse percurso envolve etapas de ponderação e deliberação moral que, pouco a pouco, foram descartadas das práticas pessoais, familiares e, mesmo, religiosas. É como se a busca do bem tivesse deixado de ser saudável e o arrependimento fosse um desconforto a ser abolido do plano das consciências.

Quer ser impopular? Diga que há um desastre civilizacional em curso, motivado pela corrosão dos valores da tradição judaico-cristã. Quer desagradar a muitos? Proclame ser escandalosa a conduta de uma sociedade inteira que joga sua cultura e moralidade nos cínicos labirintos do relativismo até se extraviar totalmente de uma e de outra. E, depois, se queixa das consequências.



Zero Hora, 11/09/2011

ATUAIS AMEAÇAS AO ESTADO BRASILEIRO

ATUAIS AMEAÇAS AO ESTADO BRASILEIRO
ACADEMIA BRASILEIRA DE DEFESA

Pro Patria
MANIFESTO À NAÇÃO
7 de setembro de 1822.

Nesse dia, com o Grito do Ipiranga, a Nação Brasileira ganhou identidade, independência, soberania e liberdade. Hoje, corremos grande risco de perdê-las.

CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS
Enfrenta a Nação Brasileira, neste instante, uma fase de perigoso retrocesso político, moral e intelectual, gerada por acidentes históricos, de caráter eleitoral, que submeteram o País ao poder de interesses políticos, conduzidos por lideranças contrárias aos valores tradicionais da sociedade brasileira.

Há mais de duas décadas, o que, a princípio, vinha sendo anunciado como “consolidação da democracia” pelas “predestinadas” figuras de líderes populistas foi-se tornando visível, pela concretização das intenções que moviam tal “consolidação democrática”, frustrando a expectativa da sociedade, por natureza, complacente.

Pequenos deslizes de natureza política deram lugar a comprovados e, portanto, deploráveis casos de corrupção aos olhos perplexos da Nação que esperava, inversamente, uma mudança drástica de comportamento político, ou seja, a valorização da competência, da responsabilidade, da justiça e da honestidade no trato da coisa pública.

A quantidade e a dimensão dos desvios administrativos foram-se agigantando de tal modo, que poucas palavras já não são suficientes para defini-los.

Resolveu, então, a Academia Brasileira de Defesa (ABD), por intermédio de seus membros, fazer um levantamento das distorções de propósitos da tão propalada “consolidação democrática”, que estão pondo em risco a segurança e, em razão desse risco, a própria integridade do Estado Brasileiro.
A enumeração dos principais tópicos que se referem a essas distorções desnuda os inúmeros perigos que rondam, ameaçadoramente, a soberania, a moral e o próprio Estado de Direito em nosso País.

Arbitrou-se a ABD apresentar tais ameaças, agrupadas em títulos que, tradicionalmente, compõem o conjunto do Poder Nacional de um Estado.

EXPRESSÃO POLÍTICA

ABSOLUTISMO DO PODER POLÍTICO
- Nepotismo explícito e exagerado “aparelhamento” político e ideológico dos quadros públicos com a multiplicação de órgãos de governo, ocupados por militantes dos partidos vitoriosos e dos demais partidos coligados, mormente os cargos de nível ministerial. Não se levando em conta a meritocracia, é pertinente a afirmação de que a maioria desses ocupantes não apresenta a qualificação indispensável ao desempenho de suas funções.

- Falência da imagem da “oposição” no legislativo federal, caracterizando a figura do “partido único”.

- Ausência de independência do Judiciário em relação ao Executivo.

- Ostensiva cooptação eleitoral por meio de distribuição de demagógicas benesses financeiras com o dinheiro público (“bolsa-família”, UNE, indenizações políticas, MST, etc.)

ABUSO DA PRÁTICA DA “DIPLOMACIA PRESIDENCIAL”
- Desvirtuamento da tradicional e respeitada diplomacia do Itamaraty pela intromissão direta e indevida, do Presidente, em ações diplomáticas executivas, quase sempre, desprezando o assessoramento dos quadros profissionais do Serviço Diplomático.

TIBIEZA E INCOMPETÊNCIA NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS
- Pusilanimidade dos governos, ao cederem às pressões internacionais de toda ordem, devido ao alinhamento ideológico, razão da excessiva condescendência com governos de esquerda, no continente americano e no mundo (Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, Peru, Irã, etc.). Movidos, também, por fatores presumíveis, deixam-se, contraditoriamente, persuadir, pelos governos que a estes países se opõem. Constata-se um jogo político de dupla face, nocivo aos interesses brasileiros.

- Sem nenhum indício de planejamento e consenso diplomático, visando a uma sólida defesa da posição geopolítica conquistada pelo Brasil no cenário internacional, tornou-se uma constante, no campo político das decisões, sobreporem os interesses estrangeiros aos interesses brasileiros. Fica, assim, constatada a Diplomacia da Generosidade.

- Alguns exemplos dessa prática no continente sul-americano são a entrega, indiferente e leniente, da refinaria da Petrobras para a Bolívia; a revisão prática do Tratado de Itaipu, com concessões que ultrapassam os limites da justeza do Acordo, como o aumento de preço da energia fornecida pelo Paraguai; os financiamentos favorecidos a Cuba; a passividade em face dos abusos de Rafael Correa (Equador) contra a Odebrecht; etc.
SOBERANIA E INTEGRIDADE NACIONAIS
- Agravos à soberania nacional pela subordinação da política governamental a ditames provindos de fontes externas de poder – Estados estrangeiros, agentes econômicos e movimentos conservacionistas e ambientalistas – que visam, também, a dificultar o desenvolvimento do País. Apoiada por ONG de inspiração forânea, esta diversidade de agentes dispõe de total liberdade de ação em território brasileiro, fato inadmissível em nações mais desenvolvidas.

- Perigo de perda de território e de “balcanização” do País, com fatos concretos de absurdas cessões de propriedade, nas regiões desenvolvidas do País, para pretensos grupos quilombolas, e, nas demarcações de extensas reservas indígenas, na Amazônia, em áreas fartas de recursos estratégicos, raros e de valor inestimável, incluindo, nessa alienação fundiária, as terras da União previstas na CF-88 (Art. 20, § 2.º e Emenda Constitucional n.º. 23/1999), como “faixa exclusiva de fronteira”.

- A criminosa adesão à Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, abrindo caminho para perigosas reivindicações de independência política das terras que ocupam, com o apoio de algumas instituições religiosas a serviço de outros governos.

- Tais ações, conduzidas por organismos internacionais, por ONG de atividades duvidosas, resultam da antipatriótica condescendência que tem marcado as frágeis políticas de governo, contrariando os legítimos interesses brasileiros e motivando o surgimento de perigosos sentimentos divisionistas.

- Além disso, a maneira como vem sendo formulada e implementada a política indigenista, a reboque de pressões externas e de acordos espúrios firmados por nossa diplomacia, gera conflitos perturbadores na atividade econômica, desestabiliza a Federação e fragiliza a plena soberania brasileira sobre seu território.

EXPRESSÃO ECONÔMICA

INSEGURA ADMINISTRAÇÃO CENTRAL DA ECONOMIA
- Inexistência de um plano nacional de desenvolvimento, com ausência de política econômica definida e a consequente falta de estratégias e diretrizes correlatas, vinculadas a orçamentos e programas, bem como de definição de responsabilidades pelo seu cumprimento.

- Desnacionalização da economia por meio da troca por “moeda de papel” de ativos e bens nacionais, incluindo a absorção ou a perda de controle acionário de empresas para entidades alienígenas não residentes, algumas estatais.

DEPENDÊNCIA ECONÔMICA
- Declínio da participação industrial na formação do PIB nacional, devido ao elevado custo de produção (Custo Brasil); favorecimento das importações; pauta de exportações alicerçada em “commodities” e não em produtos industrializados; perda da competitividade; excesso de “consumismo”; contrabando e pirataria.

DESCONTROLE FINANCEIRO
- “Bolha” de crédito com estímulo à entrada de capital especulativo e com elevadas taxas de juros (a maior do mundo).

- Valorização excessiva do mercado imobiliário das grandes cidades, com grave risco de falências em bloco, após a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

- Crescimento dos índices inflacionários bem acima dos limites estabelecidos.

INFRAESTRUTURA LOGÍSTICA
- Marinha Mercante inexistente, fato que atenta contra a soberania e a segurança nacionais, tendo em vista que cerca de 90% do comércio exterior do País transita pelo mar. Quase a totalidade dos navios petroleiros da FRONAPE são licenciados com terceiras bandeiras, e oficiais da Marinha Mercante estão a serviço dos navios da TRANSPETRO.

- Sistema rodoviário falido, apesar dos bilhões de reais do orçamento do DNIT, solapados pela desídia e pela corrupção dos administradores encarregados dos diferentes modais.

- Crescente demanda por transporte (terrestre, aquático e aéreo), tanto nas áreas urbanas quanto interurbanas, poderá levar o País, em curto e médio prazos, a um grave estrangulamento logístico de consequências imprevisíveis.

- Oferta de energia elétrica já abaixo da necessidade, sem previsão de implantação de novas fontes de fornecimento, devido à incompetência governamental de gerenciar as obras em andamento.

VULNERABILIDADE DA PRODUÇÃO PETROLÍFERA
- A exploração do petróleo offshore, em especial a do “pré-sal”, carece, totalmente, de proteção contra ataques terroristas e de terceiras potências, cujas agressões, se efetivadas, poderão paralisar a produção nacional.

EXPRESSÃO PSICOSSOCIAL

ENFRAQUECIMENTO DA SOCIEDADE POR MEIO DA DECADÊNCIA MORAL
- Destruição do núcleo familiar e distorção do seu tradicional conceito, com efeitos nefastos na manutenção dos valores cristãos, transmitidos às crianças no lar e que se solidificavam na escola para toda a vida. Nesse “moderno” ambiente familiar, talvez não haja mais lugar para o mandamento cristão – Honrar Pai e Mãe.

- Degradação da moral e da ética, com incentivo à aceitação de relacionamentos homossexuais, por meio da distribuição pelo governo, nas escolas do primeiro grau, de kits com material para conhecimento dessa prática, sob a denominação de “estímulo ao conhecimento da diversidade sexual”.

REVISIONISMO HISTÓRICO E DIVISIONISMO RACIAL
- Perda do respeito aos pais, às instituições, ao patrimônio público, aos feitos e vultos históricos e aos símbolos da nacionalidade, mediante a prática de verdadeiro revisionismo histórico. A História do Brasil tem sido escrita, segundo a visão marxista de seus autores e, assim, vem sendo transmitida às gerações atuais de estudantes.

- Mais de quinhentos anos da história do País têm sido, simplesmente, reduzidos ao conflito entre opressores e oprimidos, pobres e ricos, brancos e negros, elite européia e índios espoliados. Perdem-se, pois, os fundamentos da própria nacionalidade.

- Estímulo ao divisionismo étnico com a implantação das “cotas raciais”.

- Ódio racial – veneno diariamente inoculado.

- O histórico orgulho brasileiro da miscigenação exemplar e pacífica cai, agora, por terra, com a introdução das cotas raciais para quase todas as atividades da sociedade, onde se reuniu, de um lado, os brancos e, do outro, os pardos ou não brancos (nestes, incluídos os negros, mulatos, índios, mamelucos, amarelos e outros).

BAIXO NÍVEL DO SISTEMA EDUCACIONAL
- Precariedade do ensino, tanto intelectual quanto comportamental; seu uso como instrumento de doutrinação político-partidária e não como fator de desenvolvimento individual e social. Não sem razão, o Brasil de hoje encontra-se nas últimas posições no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA).

- Uso da Pedagogia e da Sociolingüística para fins de doutrinação da juventude, com deturpação das regras gramaticais e redacionais, negando-lhe, assim, a cognição, a fim de conduzi-la a um patamar cultural propício à sua dominação pelo Estado.

EXPRESSÃO MILITAR

FORÇAS ARMADAS DESATUALIZADAS E DESPREPARADAS
- Incapacidade de manter o respeito internacional, de garantir a soberania do País e de responder, à altura, a eventuais ameaças externas, além de comprometer a integridade nacional, não despertando a confiança da comunidade mundial para aceitar o Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.
- Essa mesma comunidade mundial, por sua vez, exerce influência no governo brasileiro para que mantenha as Forças Armadas defasadas e impotentes para reagir, caso se concretize qualquer ameaça à integridade territorial. As peças do jogo de xadrez político são unicamente mexidas pelos “parceiros” de além-fronteiras.
- Dotações orçamentárias insuficientes que, ainda, sofrem severos contingenciamentos rotineiros, que impedem o reaparelhamento e o preparo dos meios militares com qualidade e quantidade adequadas, cenário agravado por uma humilhante política de achatamento salarial da tropa (o mais baixo nível de remuneração do serviço público federal).
- Uso do argumento de “índole pacífica do povo brasileiro” para justificar a criminosa desatenção contra eventuais aventuras belicistas de gananciosos agentes externos, ávidos de usufruir dos bens do nosso imenso e rico território. Acresce-se a este primário argumento outro de maior peso e que se evidencia, a cada dia: os países que detêm riquezas minerais e hídricas, mas inexistentes, ou em fase de esgotamento, nos demais países, vêm sofrendo investidas políticas dessas nações belicistas, no sentido de manterem improdutivo o seu parque de material de defesa e desaparelhadas as suas Forças Armadas. Se a beligerância não é própria do brasileiro, tem sido a característica de dominação de outros povos.
- Esquecem-se esses que – “Entre nações não existe amizade, mas, sim, interesses”, e que “uma nação pode permanecer 100 anos sem ter uma guerra, porém, não poderá passar nem um minuto sequer sem estar para ela preparada”.
Tentativa de romper a harmonia das Forças Armadas com a quebra da hierarquia e da disciplina, pela submissão das punições disciplinares à apreciação judicial e pela criação artificial de divisões entre ativos e inativos e entre oficiais e praças.
- Imposição da admissibilidade de costumes, práticas e características individuais incompatíveis com os requisitos indispensáveis ao bom desempenho das atividades castrenses.
- Condescendência, no mínimo, ingênua dos chefes militares pela aceitação silenciosa de um comportamento gramscista, que lhes impõe idéias antagônicas às tradições militares, sob a roupagem camuflada do “politicamente correto”. Tal condescendência muito afetará o ensino militar brasileiro, que deixará de ser “autóctone” para assimilar conceitos perniciosos que serão transferidos aos alunos dos colégios e das escolas militares e à própria Nação.
- No campo interno, ressalta o revanchismo político e a subversão ideológica, praticados por elementos ligados ao partido governista, sistematicamente, direcionados contra as Forças Armadas, como instrumento de sua desagregação na sociedade, funcionando como traição ao País, com feições de um pouco inteligente suicídio nacional.

EXPRESSÃO CIENTÍFICO-TECNOLÓGICA

FORMAÇÃO PROFISSIONAL
- Educação não comprometida com a formação de mão de obra qualificada nem com o desenvolvimento técnico-científico, gerando um elevado número de analfabetos funcionais (20,3%), tornando o País um eterno dependente e importador de tecnologia avançada.

- Regras excessivamente castradoras das Universidades brasileiras, impostas pelo governo federal, que dificultam a formação de doutores e lhes limitam as ações, o que praticamente inviabiliza a pesquisa séria e torna quase impossível a criação e o registro de patentes nacionais.

SISTEMA BRASILEIRO DE INTELIGÊNCIA (SISBIN)
- Vulnerabilidade a ataques cibernéticos contra os sistemas informatizados do País – governamentais, econômicos, políticos, militares, técnico-científicos, de segurança pública, etc., sem a respectiva capacidade tecnológica necessária para se contrapor a tais ações.

- Impossibilidade de o Estado atuar na produção e na difusão de conhecimentos indispensáveis ao processo decisório governamental, devido às limitações impostas pela própria legislação que o regulamenta.

CONCLUSÃO

Este documento caracteriza DESESPERADA denúncia ao povo brasileiro, visando a alertá-lo sobre os perigos que estão levando o País a uma situação de instabilidade institucional como, também, de grave vulnerabilidade estratégica.

No âmbito interno, foi atingido o grau mais elevado de corrupção e de descontrole do poder público, levando a sociedade brasileira a perder a confiança nas instituições maiores e ter dúvidas quanto à efetiva vigência do Estado de Direito, em nosso Território.

Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, sistematicamente, assumem posições que depõem contra a seriedade no desempenho de suas responsabilidades funcionais.

No campo internacional, o planeta demonstra perigosa fragilidade de coesão em consequência da insegurança econômica coletiva, que não poupa, nem mesmo, as outrora inexpugnáveis nações. Evidencia-se, ainda, a instabilidade política epidêmica, com foco no Oriente Médio, acompanhada de decorrentes lutas fratricidas.

Assim, a crise do sistema financeiro internacional e a possibilidade de eclosão de vários conflitos políticos regionais, em face da atual insegurança institucional do Estado Brasileiro, poderão estimular o recrudescimento da cobiça externa, no sentido de a cúpula do “governo mundial” aproveitar a oportunidade da convulsão doméstica, para antecipar a execução de seus eternos planos de dominação.


É, pois, fundamental e urgente, que providências objetivas sejam ultimadas para interromper o perigoso ciclo descendente na vida nacional.

Três medidas simultâneas, de caráter emergencial, destacam-se como prioritárias para o Brasil, neste momento:

- Limpeza orgânica do tecido, em franca decomposição, do Estado Brasileiro, com a punição dos corruptos e irresponsáveis do poder público, e a adoção de comportamento restritivo e vigilante que atue nos pontos críticos desse verdadeiro caos social.

- Elaboração de objetivo programa de reequipamento militar, de modo a conferir, em prazos curtos, real efeito dissuasório para as Forças Armadas, no contexto internacional.

- Atitude enérgica do Povo Brasileiro para protestar, por meio de manifestações coletivas e contínuas a se realizarem em todos os pontos do País, a fim de exigir das autoridades governamentais a correção de todas as ameaças ao Estado Democrático de Direito, denunciadas neste documento.

Rio de Janeiro, 7 de setembro de 2011
Ivan Frota - Presidente