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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Os Bárbaros batem na muralha: "Está tudo bem!" - A história se repete!


Os Inimigos batem as "poderosas" muralhas do Ocidente. E a história se repete. Deixam os inimigos intactos e protegidos [via politicamente correto e 'direito dos manos']. Multiplicam-se os inimigos internos, com cumplicidade e passividade [ativa, bem ativa] de seus 'Gobernantes'. Repete-se a história como aconteceu com Constantinopla: 'deixem eles vir, as muralhas são impenetráveis'; o ocidente se reveste na muralha da Onu - de que toda a 'família humana' concorda com a onu e está sempre em busca de seus objetivos e ideais -afinal é isso a onu né? Só coisas 'lindas'... Como Constantinopla o Ocidente pode cair e desaparecer a qualquer momento - não? os bárbaros dos desertos e estepes jamais conseguiriam invadir a muralha? kkkk - Vc não vê o Sacro-Império Bizantino na ONU né? Há a Turquia - os bárbaros mongóis-das-estepes... Constantinopla tinha de fato muralhas, a Europa hj em dia conta com feminazis e eco-terroristas que odeia café e o agronegócio e que vivem em mcdonalds e starbucks [ou cafezinhos franceses...] uma muralha bem "eficiente"... Haverá uma Viena que deterá os 'Turcos' dessa vez? 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Uma Oração nesse Dia de DOR que se vislumbra ao dia 31 de Março as vitimas do comunismo, vitimas da 'Democracia Cubana' que queria ser posta ao Brasil, que Dilma e sua Corja Tenham A REPRIMENDA DE DEUS! Amém!

Uma Oração nesse Dia de DOR que se vislumbra ao dia 31 de Março as vitimas do comunismo, vitimas da 'Democracia Cubana' que queria ser posta ao Brasil, que Dilma e sua Corja Tenham A REPRIMENDA DE DEUS! Amém!


Homenagem aos que morreram vítimas dos terroristas assassinos e
sequestradores: em memória especialmente do tenente Alberto Mendes Jr,
covardemente assassinado pelo terrorista Carlos Lamarca; Mário Kozel Filho,
covardemente assassinado pelos terroristas da VAR-Palmares; Carlos Argemiro
Camargo, covardemente assassinado pelos terroristas da FALN; Manoel Da Silva
Dutra, co
vardemente assassinado por um grupo terrorista do qual fazia parte o sr.
Carlos Minc; Edson Régis de Carvalho, covardemente assassinado pelos
terroristas que jogaram uma bomba no aeroporto de Guararapes; Nelson Gomes
Fernandes, covardemente assassinado pelos mesmos terroristas na mesma ocasião;
Raimundo de Carvalho Andrade, covardemente assassinado pelos terroristas que
ocupavam o Colégio Campinas, em Goiânia; José Gonçalves Conceição, covardemente
assassinado pelos terroristas da Ala Marighella; Agostinho Ferreira Lima,
covardemente assassinado pelos terroristas da ALN; Alzira Baltazar de Almeida ,
covardemente assasinada pelos terroristas que atacavam uma viatura policial;
Newton de Oliveira Nascimento, covardemente assassinado pelos terroristas da
ALN; Joaquim Melo, covardemente assassinado por terroristas que estavam em um
"aparelho"clandestino; Tomaz Paulino de Almeida, covardemente assassinado
pelos terroristas do Molipo; Marcelo Costa Tavares, covardemente assassinado
por terroristas durante um assalto ao banco BNMG; Osíris Motta Marcondes,
covardemente assassinado pelos terroristas que assaltaram o banco Mercantil, do
qual era gerente; Djalma Peluci Batista, covardemente assassinado por
terroristas assaltantes do banco BANERJ; Mateus Levino dos Santos, covardemente
assassinado pelos terroristas do Partido Comunista do Brasil; Agostinho
Ferreira Lima, covardemente assassinado pelos terroristas da ALN; Ailton de
Oliveira, covardemente assassinado pelos terroristas do MAR; Noel de Oliveira
Ramos, covardemente assassinado por terroristas que faziam uma
"panfletagem"; Sylas Bispo Feche, covardemente assassinado pelos
terroristas da ALN; Elzo Ito, covardemente assassinado por terroristas que
roubaram seu carro; Manoel dos Santos, covardemente assassinado por terroristas
que assaltavam uma fábrica de bebidas; Aníbal Figueiredo de Albuquerque, também
covardemente assassinado pelos mesmos terroristas durante o mesmo assalto; José
Geraldo Alves Cursino, covardemente assassinado pelos terroristas durante um
assalto; Nelson de Barros, covardemente assassinado por terroristas infiltrados
em uma passeata; Luiz Carlos Augusto, covardemente assassinado por terroristas
infiltrados em outra passeata; Wenceslau Ramalho Leite, covardemente
assassinado por terroristas que roubaram seu carro; Estanislau Ignácio Correia,
covardemente assassinado pelos terroristas da VPR; Pedro Mineiro, covardemente
assassinado pelos terroristas da "Guerrilha do Araguaia"; Francisco
Valdir de Paula, covardemente assassinado pelos mesmos terroristas da mesma
guerrilha; 

Charles Rodney
Chandler, covardemente assassinado pelos terroristas da VPR; Henning Boilesen,
covardemente assassinado pelos terroristas da VPR; Edward Ernest Tito Otto
Maximilian Von Westernhagen , covardemente assassinado, por engano, pelos
terroristas da COLINA; Cecildes Moreira de Faria, covardemente assassinado por
terroristas da COLINA; José Antunes Ferreira, covardemente assassinado pelos
mesmos terroristas da COLINA; David Cuthberg, covardemente assassinado pelos
terroristas da "frente" ALN, VPR e PCBR; Manoel Henrique de Oliveira,
covardemente assassinado pelos terroristas da ALN; Paulo Macena, covardemente
assassinado pelos terroristas da ALN; Carlos Argemiro Camargo, covardemente
assassinado pelos terroristas da FALN; Edmundo Janot, covardemente assassinado
por terroristas que invadiram seu sítio; Naul José Montovani, covardemente
assassinado por terroristas durante o ataque ao 15 BPM em SP; Boaventura
Rodrigues da Silva, covardemente assassinado por terroristas durante o assalto
ao banco Tozan; Guido Boné, covardemente assassinado pelos terroristas da ALN;
Natalino Amaro Teixeira, covardemente assassinado pelos terroristas da ALN;
Cidelino Palmeiras do Nascimento, covardemente assassinado por terroristas que
roubaram seu taxi depois do assalto ao banco Aliança, SP; Aparecido dos Santos
Oliveira, covardemente assassinado pelos terroristas que assaltaram o banco BRADESCO;
José Santa Maria, covardemente assassinado pelos terroristas que assaltaram o
banco de Crédito Nacional de Minas Gerais; Mauro Celso Rodrigues, covardemente
assassinado por terroristas da ALN ao tentar impedir um assalto; José Getúlio
Borba, covardemente assassinado por terroristas da ALN ao tentar impedir outro
assalto; João Guilherme de Brito, covardemente assassinado pelos terroristas da
ALN, ao tentar impedir ainda outro assalto; Samuel Pires, covardemente
assassinado pelos terroristas quando tentava impedir um assalto à empresa de
ônibus na qual trabalhava como cobrador; Octávio Gonçalves Pereira Jr,
covardemente assassinado pelos terroristas da "frente"VPR, ALN e
Var-Palmares; Francisco Jacques de Alvarenga, covardemente assassinado pela
mesma "frente"; 
 Kurt Kriegel, covardemente assassinado pelos
terroristas da VAR-Palmares; Cláudio Ernesto Canton , covardemente assassinado
ao tentar prender terroristas da ALN; Euclídes de Paiva Cerqueira, covardemente
assassinado pelos terroristas que assaltaram o carro de valores do banco Irmãos
Guimarães; Abelardo Rosa Lima, covardemente assassinado por terroristas que
assaltaram o mercado PEG-PAG; Romildo Ottenio , covardemente assassinado
durante a prisão de um terrorista; Nilson José de Azevedo Lins, covardemente
assassinado pelos terroristas do PCBR; Estela Borges Morato, covardemente
assassinada pelos terroristas do gripo de Marighella; Friederich Adolf Rohmann,
covardemente assassinado pelos mesmos terroristas; Orlando Girolo, covardemente
assassinado por terroristas durante o assalto ao banco BRADESCO; Joel Nunes,
covardemente assassinado pelos terroristas do PCBR que assaltaram o banco Sotto
Mayor; Elias dos Santos, covardemente assassinado pelos terroristas do PCBR;
José Geraldo Alves Cursino, covardemente assassinado por terroristas não
identificados; Antônio Aparecido Posso Nogueró, covardemente assassinado por
terroristas ao tentar impedir um assalto; Newton de Oliveira Nascimento ,
covardemente assassinado pelos terroristas da ALN; Joaquim Melo, covardemente
assassinado por terroristas que estavam em um "aparelho"clandestino;
João Batista de Souza, covardemente assassinado pelos terroristas que
assaltaram a Cia de cigarros Souza Cruz; 

Irlando de Moura
Régis , covardemente assassinado durante o sequestro do embaixador da Alemanha;
Isidoro Zamboldi, covardemente assassinado pelos terroristas que assaltaram a
loja Mappin, SP; Benedito Gomes , covardemente assassinado pelos terroristas
que roubaram seu carro; Vagner Lúcio Vitorino da Silva, covardemente
assassinado pelos terroristas do MR-8, durante o assalto ao banco BNMG, José
Armando Rodrigues, covardemente assassinado pelos terroristas da ALN, durante o
assalto a sua loja; 
 Bertolino Ferreira da Silva , covardemente
assassinado pelos terroristas da ALN e do MRT durante o assalto à empresa
Brinks; Célio Tonelly, covardemente assassinado por terroristas ao tentar
impedir o roubo de um carro; Autair Macedo, covardemente assassinado pelos
terroristas durante o assalto à empresa de ônibus Amigos Unidos; Walder Xavier
de Lima, covardemente assassinado pelos terroristas do PCBR; José Marques do
Nascimento, covardemente assassinado pelos terroristas da VPR; Garibaldo de
Queiroz, covardemente assassinado pelos terroristas da VPR, também; José Aleixo
Nunes, também covardemente assassinado pelos terroristas da VPR (todos os três
durante uma "panfletagem"armada que os terroristas faziam na Vila
Prudente, SP; Hélio de Carvalho Araújo, covardemente assassinado pelo
terrorista Carlos Lamarca, durante o sequestro do embaixador da Suíça; Marcelo
Costa Tavares, covardemente assassinado pelos terroristas durante assalto ao
BNMG; Américo Cassiolato, covardemente assassinado por terroristas em Pirapora
do Bom Jesus; Fernando Pereira, covardemente assassinado pelos terroristas que
assaltaram a Casa do Arroz, da qual era gerente;Mateus Levino dos Santos,
covardemente assassinado pelos terroristas do PCBR, ao impedir o sequestro do
cônsul americano, no Recife; José Julio Toja Martinez, covardemente assassinado
pelos terroristas do MR-8; Maria Alice Matos, covardemente assassinada por
terroristas durante assalto a uma loja de material de construção; Manoel da
Silva Neto, covardemente assassinadoi pelos terroristas que assaltaram a
empresa de Transportes Tusa; Adilson Sampaio, covardemente assassinado pelos
terroristas que assaltaram as Casas Gaio Marti, Rio; Antônio Lisboa Ceres de
Oliveira, coverdemente assassinado pelos terroristas que assaltaram a boate
Comodoro, RJ; Jaime Pereira da Silva, covardemente assassinado por terroristas
durante um assalto à mão armada; Gentil Procópio de Melo, covardemente
assassinado pelos terroristas do PCR, que conduzira a um hospital no seu táxi,
sem saber que eram terroristas; Jayme Cardenio Dolce, covardemente assassinado
pelos terroristas que assaltaram a Casa de Saúde Dr. Eiras, Rio; Silvâno
Amâncio dos Santos, covardemente assassinado pelos mesmos terroristas, no mesmo
assalto; Demerval Ferreira dos Santos, covardemente assassinado ainda pelos
mesmos terroristas, no mesmo assalto; Alberto da Silva Machado , covardemente
assassinado por terroristas que assaltaram a Fábrica de Móveis Vogal Ltda, Rio,
da qual era proprietário; José do Amaral, covardemente assassinado pelos
terroristas do MR-8 e da VAR-Palmares durante assalto ao carro transportador de
valores da Transfort S/A.; Nelson Martinez Ponce, covardemente assassinado
pelos terroristas do Molipo, durante assalto a um ônibus da Empresa de
Transportes Urbano S/A, em Vila Brasilândia, São Paulo; João Campos,
covardemente assassinado pelos terroristas ao tentar deter um carro cheio de
terroristas armados; José Amaral Vilela, covardemente assassinado pelos
terroristas que assaltaram um carro-forte da firma Transfort, na Estrada do
Portela, em Madureira, Rio; Eduardo Timóteo Filho, covardemente assassinado
pelos terroristas durante outro assalto às Casas Gaio Marti, Rio; Hélio
Ferreira de Moura, covardemente assassinado pelos terroristas que assaltaram
outro carro da Brinks, na via Dutra; Tomaz Paulino de Almeida, covardemente
assassinado pelos terroristas que roubaram seu carro, no bairro do Cambuci, SP;
Luzimar Machado de Oliveira, covardemente assassinado por terroristas do Molipi
que tentavam entrar com identidades falsas em um clube na cidade de Paraiso do
Norte, GO; 



Benedito Monteiro da Silva, covardemente
assassinado por terroristas durante um assalto a banco em S. José do Rio Pardo,
SP; Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi, covardemente assassinado por
terroristas durante uma operação no bairro Tatuapé, SP; Walter César Galleti,
covardemente assassinado pelos terroristas da ALN que assaltaram a firma F.
Monteiro S/A., SP; Manoel dos Santos, covardemente assassinado pelos
terroristas que assaltaram a fábrica de bebidas Charel Ltda, SP; Aníbal
Figueiredo de Albuquerque, covardemente assassinado pelos terroristas que
assaltaram a mesma fábrica Charel, da qual era proprietário; Odilo Cruz Rosa,
covardemente assasinado pelos terroristas da guerrilha do Araguaia; sargento
Rozendo, covardemente assassinado pelos terroristas que assaltaram um bar e um
carro da Distribuidora de Cigarros Oeste LTDA, SP; João Pereira, covardemente
assassinado pelos terroristas do PC do B na guerrilha do Araguaia; Mário
Domingos Panzarielo, covardemente assassinado pelos terroristas da ALN; Mário
Abraim da Silva , covardemente assassinado pelos terroristas da guerrilha do
Araguaia; Sílvio Nunes Alves, covardemente assassinado pelos terroristas da
"frente" PCBR - ALN - VPR - Var Palmares e MR8 que assaltaram o banco
Novo Mundo, na Penha, Rio; Osmar, posseiro no Pará, covardemente assassinado
pelos terroristas por ter permitido que paraquedistas acanpassem nas suas
terras; Luiz Honório Correia, covardementa assassinado por terroristas que
assaltaram a empresa de Ônibus Barão de Mauá, Rio; Severino Fernandes da Silva,
covardemente assasinado pelos terroristas durante "agitação rural" em
PE; José Inocêncio Barreto, covardemente assassinado pelos mesmos terroristas
durante a mesma "operação"em PE; Manoel Henrique de Oliveira,
covardemente assassinado pelos terroristas da ALN; Pedro Américo Mota Garcia,
covardemente assassinado pelos terroristas ao impedir um assalto a uma agência
da CEF no Rio; Octávio Gonçalves Moreira Júnior, coverdemente assassinado pelos
terroristas de um "Tribunal Popular Revolucionário"que decidiu matar
um policial como "exemplo"; Francisco Valdir de Paula, covardemente
assassinado pelos terroristas da guerrilha do Araguaia; Geraldo José Nogueira,
covardemente assassinado por terroristas não identificados em São Paulo; Pedro
Mineiro, covardemente assassinado pelos terroristas da guerrilha do Araguaia -
e POR TODOS AQUELES que foram "justiçados" por seus próprios
"cumpanhêros", como é de PRAXE entre os comunistas sanguinários,
TODOS covardemente assassinados: Antonio Nogueira da Silva Filho, Geraldo
Ferreira Damasceno, Ari Rocha Miranda, Antonio Lourenço, Márcio Leite Toledo,
Amaro Luiz de Carvalho, Carlos Alberto Maciel Cardoso, Salatiel Teixeira
Rolins, Rosalino Cruz Souza, e também em memória de Elvira Cupelo Colônio,
codinome "Elza Fernandes", covardemente assassinada por ordem de Luiz
Carlos Prestes e Olga Benário - que o opróbrio para sempre cubra os nomes
desses comunistas sanguinários, agentes do maior genocídio da História e
assassinos covardes de tantos inocentes, AMÉM!




quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

VÍTIMAS DO TERRORISMO - MÊS DE DEZEMBRO


15/12/67 - Osíris Motta Marcondes,  bancário – SP
Morto quando tentava impedir um assalto terrorista ao Banco Mercantil, do qual era o gerente.
 
18/12/69 - Elias dos Santos - Soldado do Exército – RJ
Havia um aparelho do PCBR na rua Baronesa de Uruguaiana nº 70, no bairro de Lins de Vasconcelos. Ali, Prestes de Paula, ao fugir pelos fundos da casa, disparou um tiro de pistola 45 contra Elias dos Santos.
 
10/12/70 - Hélio de Carvalho Araújo - Agente da Polícia Federal – RJ
No dia 07/12, o embaixador da Suíça no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, foi seqüestrado pela VPR. Participaram da operação os terroristas Adair Gonçalves Reis, Gerson Theodoro de Oliveira, Maurício Guilherme da Silveira, Alex Polari de Alverga, Inês Etienne Romeu, Alfredo Sirkis, Herbert Eustáquio de Carvalho e Carlos Lamarca. Após interceptar o carro que conduzia o Embaixador, Carlos Lamarca bateu com um revólver Smith-Wesson, cano longo, calibre 38, no vidro do carro. Abriu a porta traseira e, a uma distância de dois metros, atirou, duas vezes contra o agente Hélio. Os terroristas levaram o embaixador e deixaram o agente agonizando. Transferido para o hospital Miguel Couto, morreu no dia 10/12/70.
 
13/12/71 - Hélio Ferreira de Moura - Guarda de Segurança – RJ
Morto, por terroristas, durante assalto contra um carro transportador de valores da Brink’s, na Via Dutra.


http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=1208&tipo=2

domingo, 11 de setembro de 2011

DEZ ANOS DEPOIS

DEZ ANOS DEPOIS

11/09/2011

NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado
http://www.nivaldocordeiro.net/dezanosdepois

Há muitas maneiras de se analisar os acontecidos em 11 setembro de 2001. Para mim, a ferocidade islâmica que desabou sobre Nova York é aparentada daquela que se abateu sobre os judeus sob o regime nazista. Lembremos que os fatos foram precedidos por atentados a símbolos judaicos em diversos países, como a embaixada de Israel em Bueno Ayres e a sinagogas em Paris. Os inimigos do povo judeu novamente em ação.

A data também é ela mesma um simbolismo, pois os atacantes celebravam uma de suas derrotas históricas para o Ocidente. Foi em 12 de setembro de 1683 que forças militares do Império Otomano foram rechadas, depois de meses de cerco à cidade de Viena. Este acontecimento histórico, junto com a derrota em Lepanto(batalha da qual o glorioso Miguel de Cervantes participou como soldado), representou o fim de qualquer veleidade de domínio islâmico sobre a Europa cristã.

Os radicais islâmicos odeiam os cristãos ainda mais que os judeus. Vêem os EUA como uma Nova Roma e sempre suas ações procuram ter essas ressonâncias históricas seculares. É claro que isso é uma alucinação, que o Ocidente não é uma unidade, nem mesmo religiosa, e que apenas a cegueira ideológica mais funesta pode mobilizar os islamitas nessa falsa causa. A loucura está combinada aqui com a ferocidade desprovida de meios. Já disseram que os islamitas são maus soldados, mas excelentes assassinos. Os acontecidos em 11 de setembro comprovaram novamente a tese.

O Mal se levantou naquela data. A serpente islâmica se moveu. Não sou daqueles que separam os “bons” muçulmanos dos “maus”: vejo aí apenas a face duplicada da mesma entidade. Um gera o outro. O islamismo nasceu como seita cristã herética e assim permanece, dando voz ao Negador. E meios letais. O esmagamento da cabeça da serpente representado pela morte oportuna de Osama Bin Laden é também motivo para celebração. Este momento não seria completo se aquele satanás ainda vivesse.

O ponto essencial a notar é a continuidade do Mal e os seus alvos: judeus e cristãos. Eles são os inimigos jurados de morte. Azar dos elementos hostis que há sempre a mão providencial de Deus: eles fazem vítimas, mas são incapazes de vencer, porque o Mal não poderá jamais vencer o Bem.

A "religião da paz": Sobre 11-09-2001 e o terrorismo

Sobre 11-09-2001 e o terrorismo

http://blogdoambientalismo.com/sobre-11-09-2001-e-o-terrorismo/

Humilhados no campo de batalha [mormente pelos israelenses], os Estados árabes recorreram ao patrocínio do terrorismo de exilados palestinos. Operando de bases no Egito, no Líbano e na Jordânia,fedayins – literalmente, “autossacrifícios” – realizaram numerosos ataques a civis israelenses depois de 1949. Nos seis anos entre 1951 e 1956, mais de quatrocentos israelenses foram mortos e novecentos feridos por esses ataques.

A escalada de violência

Depois da Guerra dos Seis Dias, a Organização para a Libertação da Palestina operou com impunidade, a partir do território jordaniano, até que a pressão israelense forçou sua expulsão em 1970. A OLP, então, mudou-se para o sul do Líbano, um país cuja subsequente descida rumo à guerra civil criou um canteiro quase perfeito para organizações terroristas (algo que a invasão síria em 1976 não fez nada para alterar).

Ataques terroristas por guerrilheiros da OLP sediados no Líbano levaram os israelenses a invadir o país depois de um sequestro particularmente sangrento em março de 1978, embora eles tenham, subsequentemente, concordado em entregar a zona de fronteira para uma tropa das Nações Unidas. Quatro anos depois, em junho de 1982, Israel lançou uma invasão completa do Líbano, sitiando o reduto da OLP no oeste de Beirute e, mais uma vez, empurrando seus líderes para fora – dessa vez para a distante Tunísia.

O ministro da defesa de Israel, Ariel Sharon, não ficou satisfeito com isso. Sua cínica decisão de soltar os cristãos maronitas aliados de Israel sobre campos de refugiados palestinos levou, diretamente, a um horrível massacre que custou a vida de 700 a 1000 pessoas. Em meio à condenação internacional – à qual os Estados Unidos aderiram – tropas de paz da ONU foram novamente mobilizadas. Entre elas estavam várias centenas de fuzileiros navais dos EUA.

A hidra do terrorismo

A OLP e seus associados travaram sua guerra por muitos anos em duas frentes: não só diretamente contra Israel, mas, indiretamente, contra israelenses ou supostos simpatizantes israelenses no exterior. O terrorismo é, no entanto, uma hidra de muitas cabeças. Embora a OLP tenha sofrido um golpe severo com a invasão israelense do Líbano, os anos 1980 viram o surgimento de novos grupos, como a Organização de Abu Nidal, a Frente Popular para a Libertação da Palestina, o Hezbollah e o Hamas.

Enquanto a OLP devia mais ao nacionalismo e ao marxismo, essa nova geração de terroristas identificava-se, primariamente, com o islã. O que punha sua tática à parte daquelas dos anos 1960 e 1970 era o recurso ao ataque suicida e sua disposição muito maior para atacar americanos. Provavelmente deve-se atribuir menor significado para o primeiro desses traços. Na maioria dos países, na maior parte do tempo, terroristas que cometeram atos de assassinato foram, de fato, suicidas, já que eles ou morreram in flagrante ou foram executados depois por seus crimes.

O 11 de setembro e anteriores

Os especialistas que ficaram, momentaneamente, impressionados pela disposição dos terroristas do 11 de setembro de “matar a si mesmos para matar os outros” estavam se esquecendo de muitos precedentes desse comportarnento. Muito mais importante era o fato de que esses terroristas agora consideravam americanos um alvo legítimo. A virada nesse aspecto veio em 18 de abril de 1983, quando um terrorista suicida atacou a embaixada americana em Beirute matando 63 pessoas, incluindo toda a equipe de Oriente Médio da ClA. Seis meses depois, em outra missão kamikaze, um caminhão carregado de TNT foi jogado em direção a um quartel libanês onde fuzileiros navais americanos estavam alojados, matando 241 deles. A mesma tática matou quatro pessoas quando foi usada contra a embaixada dos EUA no Kuwait.

O terrorismo vem diminuindo

O impacto dos ataques de setembro de 2001 foi tal que é fácil esquecer que o número de incidentes terroristas internacionais vem na verdade caindo desde o pico do meio dos anos 1980 (ver figura abaixo).

Houve três vezes mais ataques em 1987 do que em 2002. Ao mesmo tempo, porém (embora com um declínio nos anos 1994-1995), a proporção de ataques diretos a americanos e interesses americanos vem crescendo. Como mostra a tabela 4, mais de uma a cada dez vítimas de terrorismo através das fronteiras desde 1991 é americana.

Alvo fácil: o World Trade Center

O World Trade Center foi atacado pela primeira vez em 1993. Isso foi seguido pelas explosões no quartel dos EUA na Arábia Saudita em 1996, nas embaixadas dos EUA em Nairóbi e Dar-es-Salaam em agosto de 1998, e pelo ataque ao [navio norteamericano] USSCole em Aden em outubro de 2000. Não foi uma profecia maluca quando a Comissão Nacional de Segurança, dirigida por Gary Hart e Warren B. Rudman, alertou em seu primeiro relatório, de setembro de 1999:

«Terroristas e outros grupos descontentes vão adquirir armas de destruição em massa e de danos em massa, e alguns vão usá-Ias. Americanos provavelmente vão morrer em solo americano, possivelmente em grande número».

Repetindo, o surpreendente no 11 de Setembro foi simplesmente que ele não tivesse ocorrido antes. Os Estados Unidos tinham subsidiado Israel por anos. Tinham escorado o regime do xá no Irã. Tinham mobilizado soldados na Arábia. Não havia falta de motivos para um ataque de um ou outro grupo terrorista do Oriente Médio.

O que foi demonstrado para os americanos comuns no dia 11 de setembro de 2001 era fartamente conhecido pelos especialistas havia anos. Os americanos não eram só um alvo, eles eram um alvo fácil.

Facilidades de hoje

O terrorismo pode não ser novo, mas os terroristas de hoje têm vantagens impressionantes em relação a seus predecessores. A tecnologia significa que grande destruição pode ser infligida a um custo desprezível – daí o número crescente de vítimas por ataque. Um rifle de assalto Kalashnikov pode ser comprado por umas poucas centenas de dólares.

O custo real de uma ogiva nuclear – e certamente o custo real de um kiloton de efeito nuclear – é quase com certeza mais baixo hoje do que em qualquer período desde que o Projeto Manhattan atingiu seu objetivo. A primeira bomba custou cerca de 2 bilhões em dólares de 1945. Convertido a preços de 1993, o número cresce dez vezes, o suficiente para comprar quatrocentos mísseis Tridente II. O fato de que a França pôde quase dobrar seu arsenal nuclear (de 222 ogivas em 1985 para 436 em 1991) ao mesmo tempo em que aumentava seu orçamento de defesa em menos de 7% em termos reais fala por si. Ainda assim, a AI Qaeda não precisou de nada tão sofisticado para destruir os prédios mais altos de Manhattan: só umas aulas de voo e estiletes. No momento em que escrevo, é possível pagar oitenta horas de aluguel de um avião e aulas de voo por menos de US$ 9 mil. Um estilete com seis lâminas custa US$ 2,11.

As perdas relativas aos ataques de 11 de setembro

Por uma ninharia em dinheiro, portanto, um punhado de homens foi capaz de matar 3.173 pessoas e infligir perdas econômicas imediatas estimadas em US$ 27,2 bilhões – uma fração minúscula da perda acumulada na receita nacional que foi inicialmente projetada em cerca de 5% do PIB.

Para a indústria de seguros, diz-se que os custos finais do desastre ficaram entre US$ 30 bilhões e US$ 58 bilhões. As companhias aéreas americanas também foram gravemente afetadas, assim como o turismo. Os pagadores de impostos enfrentaram uma conta não só pela reconstrução, mas também pelo resgate das companhias aéreas e os gastos significativamente aumentados em “segurança interna”. Os custos de longo prazo dos ataques do 11 de Setembro – sob a forma de um grau maior de incerteza, volatilidade do mercado, custos de segurança e taxas de risco – só podem ser conjecturados.

Como se saíram os EUA?

A economia dos EUA passou por esse golpe mais facilmente do que muitos temeram na época. Olhados em termos estritamente econômicos, os ataques do 11 de Setembro foram comparáveis a um desastre natural muito severo: caro, mas pagável, e muito menos significativo do que a deflação da bolha do mercado de ações que tinha começado um ano e meio antes.

Comparado ao estrago que poderia ter sido feito pela União Soviética na eventualidade de a Guerra Fria ter se tornado “quente”, eles foram, na verdade, triviais.

Os riscos já foram maiores

O fato da “terceira guerra mundial”, simplesmente, não ter acontecido não deveria nos levar a tirar a conclusão errada de que a AI Qaeda é mais perigosa para os Estados Unidos do que foi o comunismo soviético. Como vimos, as ideologias das duas entidades guardam certas semelhanças, mas a capacidade militar de Stálin, Khrushchev e Brejnev excediam as de bin Laden por muitas ordens de grandeza. Um ataque pela União Soviética teria deixado centenas de milhares, se não milhões de americanos mortos e teria apagado os traços não só de duas torres, mas de diversas cidades.

O problema com a AI Qaeda não é que ela seja uma grande ameaça; é que uma ameaça tão pequena e, em termos de organização, tão difusa, é extremamente difícil de localizar, seja para aniquilar, seja para negociar. Por um lado, então, temos um poderoso consenso de que não se pode permitir que uma calamidade causada pelo homem, como o 11 de Setembro, aconteça novamente. Por outro lado, temos a insidiosa desconfiança de que uma repetição seja praticamente impossível de evitar.

O terrorismo vai passar?

Assim como era um mito nos anos 1930 que «o bombardeiro sempre vai passar», é um mito hoje que “o terrorista sempre vai passar”. O terrorismo doméstico pode ser reduzido – se não totalmente eliminado – por uma combinação de policiamento e negociação.

O problema do terrorismo era sério na Europa ocidental durante os anos 1970, quando minorias nacionalistas (na Irlanda e na Espanha) e radicais marxistas (na Itália, na Alemanha e na Grécia) executavam uma campanha de assassinatos e destruição. Hoje, com a exceção do grupo separatista basco Euskadi ta Askatasuna (ETA), os responsáveis por esses crimes foram presos, marginalizados ou induzidos a renunciar à violência.

O número de incidentes terroristas caiu acentuadamente. O Exército Republicano Irlandês Provisório efetivamente dividiu-se, com sua liderança, no fim, tendo que optar entre a bala e a cédula, apesar do fato de que não está nem remotamente perto de atingir sua meta de uma Irlanda unificada. Os esquerdistas radicais de 1968 estão mortos, presos ou – com suas opiniões milagrosamente moderadas pelas tentações do poder – no governo. Nenhum movimento terrorista está imune ao cisma quando confrontado com, ao mesmo tempo, firmeza e diálogo.

E o Oriente Médio?

Um desarmamento do terrorismo desse tipo é concebível no Oriente Médio? Não – parece claro – enquanto Israel procurar uma solução puramente militar para o problema. No momento em que escrevo (verão de 2003), a violência entre israelenses e palestinos tanto em Israel quanto nos territórios ocupados custou a vida de quase 3 mil pessoas, desde a intifada de “Al Aqsa” em setembro de 2000: mais de 2 mil palestinos e mais de setecentos israelenses. Que o governo de Ariel Sharon tenha sido levado à construção de um muro em torno das áreas de habitação palestinas é um índice de seu desespero. Essa é uma política que deve algo à Alemanha de Ulbricht e à África do Sul de Verwoerd – um “muro de Berlim” através da Terra Santa para aplicar um novo apartheid.

O terrorismo no Oriente Médio não vai parar enquanto houver Estados dispostos a patrociná-lo.

O internacionalismo terrorista – ou, para ser exato, a disseminação do terrorismo em direção aos Estados Unidos – precisa de uma reação que ultrapasse fronteiras. Deveria ter sido óbvio bem antes de setembro de 2001 que o apoio a grupos terroristas por parte de Afeganistão, Cuba, Iraque, Irã, Líbia, Coreia do Norte, Sudão e Síria só poderia ser interrompido por meio de intervenção nos negócios internos desses países. Esse tipo de intervencionismo estava longe de ser fácil durante a Guerra Fria, quando qualquer ação americana com certeza provocaria uma reação soviética. Mesmo depois que o colapso da União Soviética deu aos Estados Unidos uma “hegemonia por omissão”; os responsáveis pela política americana achavam difícil imaginar algo além de punições em grande medida simbólicas.

Pretextos e efetividade

Em abril de 1986, o presidente Reagan ordenou ataques aéreos contra cinco alvos líbios«para ensinar uma lição a Qaddafi de que a prática de terrorismo patrocinado pelo Estado tem um custo alto» — nas palavras do secretário de Defesa Caspar Weinberger. Doze anos depois, em agosto de 1998, o presidente Clinton ainda estava usando a mesma tática, lançando mísseis contra supostas «instalações relacionadas ao terrorismo» no Afeganistão e no Sudão em retaliação às explosões nas embaixadas do Quênia e da Etiópia. Essas demonstrações deram pouco resultado. Na verdade, a imagem de um míssil Cruise atingindo uma tenda (vazia) parecia simbolizar a impotência americana – nas palavras do sucessor de Clinton, essas táticas eram simplesmente uma «piada».

Os Estados Unidos, porém, começaram a ficar mais confiantes em sua própria capacidade militar durante os anos 1980. Depois do nadir de abril de 1980, quando uma tentativa aérea de resgatar os reféns americanos em Teerã fracassou vergonhosamente, houve mudanças importantes no Pentágono. Os Estados Unidos continuaram a se engajar em operações anticornunistas secretas na América Central, patrocinando a guerra dos “contras” para derrubar o regime sandinista que havia chegado ao poder na Nicarágua em 1979, subsidiando o governo anticomunista de El Salvador e transformando Honduras em pouco mais do que um acampamento do Exército americano. Em muitos sentidos, era a continuação da abordagem «o nosso filho da puta» para a região, coberta com uma retórica da Guerra Fria que era apenas um pouquinho mais nova. O interesse público era limitado; uma pesquisa revelou que cerca de um terço dos americanos pensava que os “contras” estavam lutando na Noruega.

Novidades no front

As intervenções abertas dos anos 1980 eram mais novidade. Em outubro de 1983, o presidente Reagan ordenou uma invasão completa da minúscula ilha caribenha de Grenada para reverter um golpe de esquerda. O nome da operação, “Fúria Urgente”, revelava algo do humor mudado dos militares. O sucesso em Grenada foi seguido, seis anos depois, quando o presidente George Bush pai ordenou a derrubada do ditador general Manuel Noriega. Apesar do fato de que os Estados Unidos tinham concordado em entregar o Canal do Panamá em 1º de janeiro de 1990, a anulação das eleições de maio anterior por Noriega forneceu a justificativa para a invasão em larga escala por 25 mil soldados americanos. A operação “Causa Justa” foi uma nova mudança: força desproporcional usada, unilateralmente, para derrubar – em vez de instalar – um ditador.

Mudanças administrativas internas e mais dinheiro

Essa nova autoconfiança vinha, em parte, de dentro. A Lei Goldwater-Nichols (1986) tinha transformado a estrutura de comando das forças armadas americanas, promovendo o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas ao papel de assessor militar principal do presidente e, mais importante, criando uma nova elite de cinco “comandos unificados de combate”, cada um com responsabilidade sobre uma área geográfica especffica. Particularmente importante foi a transformação da Força-Tarefa Conjunta de Mobilização Rápida em um novo Comando Central, que deveria ser central em um sentido mais do que geográfico. O redesenho do atlas, implícito nessa nova estrutura, tinha consequências operacionais importantes, já que os Estados Unidos não tinham forças mobilizadas igualitariamente em todas as cinco regiões. O Centcom, em particular, tinha poucos soldados à disposição; o comandante responsável por essa região estrategicamente vital, que vai do Chifre da África à Ásia central, era, no início, um chefe com poucos índios. Uma consequência disso foi o crescimento em importância das altamente móveis forças de Operações Especíaís.

De modo significativo, os aumentos substanciais nos orçamentos dessas novas entidades militares coincidiram com acentuadas reduções no financiamento do Departamento de Estado. Acima de tudo, o processo de repensar o jeito americano de fazer a guerra – para ser exato, o processo de aprender as lições do Vietnã – finalmente deu frutos doutrinais. Como chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Bush, o general Colin Powell detalhou quais lições deveriam ser essas. Nunca mais a geração de oficiais que havia liderado o esforço de guerra no Vietnã «aceitaria uma guerra com meio comprometimento por causa de justificativas meio explicadas que o povo americano não conseguia entender nem apoiar». Dali para a frente, os Estados Unidos «não deveriam empregar suas tropas em combates no exterior a não ser que o engajamento ou a ocasião específicos sejam julgados vitais para o nosso interesse nacional ou de nossos aliados»; quando esses casos surgirem, e só como «último recurso», soldados devem ser empregados «com convicção e com a clara intenção de vencer»; devem ser dados a eles «objetivos políticos e militares claramente definidos», mas tanto os meios quanto os fins «devem ser continuamente reavaliados e ajustados se necessário», e deve haver «alguma garantia razoável de que sempre haverá o apoio do povo americano e de seus representantes eleitos no Congresso». (Foi em parte para assegurar que esse tipo de apoio ocorreria que Powell mais tarde acrescentou o importante adendo de que todas as intervenções americanas deveriam ter uma «estratégia de retirada».

A verdadeira inflexão histórica

A ênfase de Powell na necessidade de clareza de propósito era sincera e saudável. Sob sua liderança – ele declarou explicitamente – não haveria outro fiasco como a expedição ao Líbano de 1983. Mesmo assim, é importante lembrar que o novo tipo de intervenção que Powell tinha em mente só se tornou possível por uma mudança fundamental no contexto estratégico global. O fato de a invasão do Panamá ter ocorrido só um mês depois da queda do Muro de Berlim está longe de ser uma coincidência. Antes, a ameaça soviética tinha inclinado os Estados Unidos a intervir secretamente, com frequência para preservar ditadores latino-americanos confiavelmente anticomunistas. Agora, com o império soviético ruindo, a intervenção podia ser bastante aberta e, ao menos em aparência, em nome de forças democráticas não só na América Latina, mas, potencialmente, em qualquer lugar. Nesse sentido, o verdadeiro ponto de inflexão histórico foi 9 de novembro, e não 11 de setembro. Depois da revolução na Alemanha Oriental em 9 de novembro de 1989, ficou repentinamente aparente que o líder soviético Mikhail Gorbatchev não iria ou não poderia manter o império russo mandando tanques para cidades da Europa do leste. Daí a importância da Alemanha, uma reunificação liderada pelo Ocidente do que havia sido antes material dos mais negros pesadelos dos líderes soviéticos anteriores, seguiu-se, por implicação, que os Estados Unidos estavam livres para se envolver mais ou menos em qualquer lugar. No dia 2 de dezembro, Bush e Gorbatchev formalmente declararam o fim da Guerra Fria. Em 19 de dezembro começou a invasão do Panamá.

No Iraque a coisa seria diferente

Quando Saddam Hussein invadiu o Kuwait no dia 2 de agosto de 1990, ele, involuntariamente, criou a oportunidade para os Estados Unidos dar-lhe o tratamento que tinham acabado de impor a Noriega. Foi isso mesmo? Porque, mesmo com a União Soviética em crise, o Oriente Médio não era bem a América Central. Uma mudança unilateral de regime no Panamá tinha sido implementada com quase nenhum murmúrio de protesto internacional. Ainda assim, por duas razões cruciais, o Iraque mostrou-se diferente. A primeira foi a crença (que era quase universal em 1990) de que uma intervenção no Oriente Médio requeria a aprovação das Nações Unidas. A segunda foi que essa aprovação, ainda que fosse unânime, não seria legítima aos olhos dos islamo-bolcheviques. Pois a vitória da América na Guerra Fria tinha sido – nas ruínas da distante e semiesquecida Cabul – a vitória deles também.

Para lá e para cá

O foco geográfico do império americano mudou várias vezes ao longo do S20. No começo do século ele foi um império hemisférico, atingindo o Caribe a leste, a América Central ao sul, e, a oeste, o Pacífico. No meio do século, ele tinha sido forçado a, relutantemente, estender seu alcance até a Europa, e, durante boa parte da Guerra Fria, a segurança da Europa Ocidental parecia importar mais do que a Ásia ou, de fato, do que o Caribe.

Gradualmente, no entanto, o Oriente Médio veio a ser o núcleo em torno do qual a estratégia americana girava: por causa de Israel, por causa do petróleo, por causa do terrorismo. Com o fim da Guerra Fria, apresentaram-se as oportunidades para usar o revivescente poderio militar americano contra um ou mais desses Estados perigosos que simultaneamente ameaçam Israel, possuem petróleo e patrocinam o terrorismo.

A questão não era se os Estados Unidos iriam agir contra esses inimigos jurados – eles não podiam se dar ao luxo de não agir. A questão era se iriam fazer isso sozinhos ou com seus aliados tradicionais.

Niall Ferguson

Créditos → este post é composto por parte do capítulo «A Lógica do Terror» do livro«Colosso – Ascensão e Queda do Império Americano», escrito em 2004 por Niall Fergusson (1964) – historiador inglês, professor/pesquisador em Harvard, Oxford e Stanford e correspondente do Financial Times e da Newsweek, dentre outras atividades e livros publicados, inclusive no Brasil. Deve-se levar em conta o ano em que o livro foi escrito e os acontecimentos posteriores, até os dias de hoje. Introduzi subtítulos no texto para incentivar e facilitar a leitura.

Os livros a ler são:

Chomsky, Noam — O Império Americano – Hegemonia ou Sobrevivência — Rio de Janeiro, Brasil: Campus/Elsevier Editora Ltda., 2004.

Ferguson, Niall — Colosso – Ascensão e Queda do Império Americano — São Paulo, Brasil: Editora Planeta do Brasil Ltda., 2011.

Kiernan, V. G. — Estados Unidos – O Novo Imperialismo — Rio de Janeiro, Brasil: Editora Record Ltda., 2009.

Landes, David — Dinastias – Esplendores e Infortúnios das Grandes Famílias Empresariais — Rio de Janeiro, Brasil: Elsevier Editora Ltda./Editora Campus., 2007.

Lens, Sidney — A Fabricação do Império Americano – Da Revolução ao Vietnã: Uma História do Imperialismo dos Estados Unidos — Rio de Janeiro, Brasil: Editora Civilização Brasileira/Editora Record Ltda., 2006.

Moniz Bandeira, Luiz Alberto — Formação do Império Americano – Da Guerra Contra a Espanha à Guerra do Iraque — Rio de Janeiro, Brasil: Editora Civilização Brasileira/Editora José Olympio, 2009.

Morris, Charles R. — Os Magnatas — Porto Alegre, Brasil: L&PM Editores, 2006.

Perkins, John — A História Secreta do Império Americano — São Paulo, Brasil: Editora Pensamento-Cultrix Ltda., 2008.

Pieterse, Jan Nederveen — O Fim do Império Americano? – Os Estados Unidos Depois da Crise — Belo Horizonte, Brasil: Geração Editorial, 2009.

Tocqueville, Alexis de — A Democracia na América (livro I – Leis e Costumes; livro II –Sentimentos e Opiniões) — São Paulo, Brasil: Livraria Martins Fontes Ltda., 2005 e 2004.

Wolf, Naomi — O Fim da América — Rio de Janeiro, Brasil: Editora Record Ltda., 2010.

Wallerstein, Immanuel — O Declínio do Poder Americano — Rio de Janeiro, Brasil: Contraponto Editora Ltda., 2004.

Zakaria, Fareed — O Mundo Pós-Americano — São Paulo, Brasil: Editora Schwarcz Ltda./Companhia das Letras, 2008.

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Há 11 anos... Remember Stephen Elliot Belson

Há 11 anos

por: http://narizgelado.blogspot.com/2011/09/ha-11-anos.html


Era uma fria manhã de outubro, de céu muito azul - daquelas que fazem a gente procurar um lugarzinho ao sol e deixar-se ficar ali, vendo New York passar. Mas, confesso, não foi por isso que desci os dez andares tão logo entreguei a prova para a professora. Desci atrás de café. E cigarro.

Então, por volta das 11:30h estava ali, na esquina da 7ª com a 29, dando trato a ambos os vícios e esperando o Coronel descer para o programa que se tornara tradicional nos últimos meses: almoço rápido na Guy & Gallard e retorno à escola para as aulas de conversação.

Foi quando avistei o caminhão. Diferentemente do que acontecia com alguma freqüência desde que eu passara a freqüentar aquela esquina, desta vez ele não passou a mil, sirene aberta. Não. Veio lentamente, em silêncio, apenas as luzes piscando. Estacionou bem à minha frente.

Um segundo depois, Stephen Elliot Belson desceu do banco do carona. Parecia ser um homem corpulento, embora o equipamento possa criar este tipo de ilusão. Mas era alto. E ruivo. E dono de uma característica inconfundível que, ao fim e ao cabo, foi o que colou sua impressionante figura na minha memória: um imenso e ruivo bigode no melhor estilo Tom Selleck.

Enquanto se dirigia, em passos calmos, para a porta do prédio, ele me perguntou:

- O que há neste edifício?

- Perdão?

- Que tipo de empresa tem neste prédio?

- No 9° e 10º, há uma escola. Nos outros, não sei dizer. O que está acontecendo?

- Um alarme de incêndio.

Ato imediato, joguei fora o cigarro e fiz menção de entrar também. Belson parou. Parei com ele enquanto o ouvia perguntar:

- O que está fazendo?

Apontei para a porta :

- Meu marido está lá dentro.

Ele quase sorriu, compreensivo, por baixo do bigodão:

- Não se preocupe. Espere aqui.

No segundo seguinte, sumiu saguão adentro, naquele passo calmo.

Não sei quanto tempo se passou até que ele retornasse. Dez, talvez quinze, minutos? Sei que eu estava calma. Talvez porque não tivesse ouvido qualquer alarme, cheiro de fumaça ou sinal de agitação vindo do prédio. Ou a presença daquele enorme caminhão vermelho, com o motorista despreocupadamente acomodado ao volante, me deixasse calma. Ou Belson e seu caminhar tranqüilo tivessem me tranqüilizado.

Motivos para tensão havia. Por aqueles dias, um terrorista, um tal de Bin Laden, tivera sucesso ao ordenar um ataque suicida contra um navio de guerra americano ancorado no Iêmen. A cidade andava nervosa. Eu mesma, naquela semana, ao voltar pra casa, tivera que descer uma estação antes e caminhar alguns quarteirões a mais porque o esquadrão anti-bombas fechara a Union Square – alguém esquecera uma sacola de compras em um banco da estação.

Ainda assim, quando Belson retornou à calçada, me encontrou calma. Antes de embarcar de volta no caminhão, ele avisou:

- Tudo ok. Alguém estava fumando na escadaria do quarto andar.

Não lembro se respondi. Ou se agradeci. O que eu lembro é que, pouco depois, já bem instalada à mesa da Guy & Gallard, contando a aventura ao Coronel, me dei conta do que, afinal de contas, faria daquele um episódio inesquecível: pela primeira vez eu falara inglês no automático, sem traduzir primeiro.

Não sei se todo mundo que vai para outro país estudar um idioma lembra com tanta clareza da sensação de estabelecer todo um diálogo sem, antes, traduzir mentalmente. Para mim foi algo marcante. Eu era uma aluna esforçada, ciente de que um intercâmbio cultural aos 35 anos era uma oportunidade única, e fiquei feliz demais ao saber que estava realmente aprendendo.

De fato, não era surpresa que a situação envolvesse algum pânico – o que sempre nos faz superar limites - e bombeiros. Na infância, eu acordara no meio da noite com o prédio onde morávamos em chamas. Desde então, bombeiros exercem certa fascinação sobre o meu imaginário. São, para mim, o modelo mais perfeito de herói.

Por isso, nunca esqueci Belson e seu bigodão. O detalhe é que não sabia seu nome. Então, a única coisa que sabia dele era a fisionomia inconfundível, o passo calmo, e que pertencia à companhia da West 31st, que ficava bem próxima da Penn Station - a Engine1/Ladder 24 que, volta e meia, cruzava a 7ª avenida com a sirene esgarçada, atrapalhando as nossas aulas. Foi somente um ano depois, já de volta ao Brasil, que descobri o nome e um pouco da história de Stephen Elliot Belson.

Nos atordoantes dias e semanas que se seguiram ao 11 de setembro, quando começaram a surgir os nomes e fotos dos 343 bombeiros mortos, tomei coragem e para pesquisar se a Engine1/Ladder 24 perdera alguém.

Sim, quatro perdas. Duas na torre norte, duas na torre sul: Andrew Desperito, Michael T. Weinberg, Daniel J. Brethel e Stephen Elliot Belson – que reconheci tão logo descobri a foto nos inúmeros memoriais que se espalharam pela web.

Hoje sei que “Mr. Ladder 24”, como era chamado pelos colegas, cresceu no Queens e, antes de ser bombeiro, foi salva-vidas em Rockaway Beach. Falante, era considerado o “embaixador” da sua companhia. Hoje sei que, naquela fatídica manhã de 11 de setembro, aos 51 anos, Belson assumiu a direção da viatura e, junto com um dos chefes do batalhão, Orio J. Palmer , dirigiu-se ao World Trade Center – de onde jamais voltou.

O que não sei é porque levei dez anos para contar esta história. Talvez porque, para fazer sentido, ela precisaria ser longa demais para um só post. Talvez, pelo medo de parecer piegas demais. Medo bobo. “Mr. Ladder 24” e seus outros 342 colegas estão muito acima destas preocupações mundanas.


sábado, 28 de agosto de 2010

As verdades que esquecemos...

http://antiforodesaopaulo.blogspot.com/2010/08/as-verdades-que-esquecemos.html

A solidão começou para o verdadeiro católico. Tomem nota: — ainda seremos o maior povo ex-católico do mundo.

O casamento já é indissolúvel na véspera.

A educação sexual só devia ser dada por um veterinário.

Antigamente, o defunto tinha domicílio. Ninguém o vestia às pressas, ninguém o despachava às escondidas. Permanecia em casa, dentro de um ambiente em que até os móveis eram cordiais e solidários. Armava-se a câmara-ardente num doce sala de jantar ou numa cálida sala de visitas, debaixo dos retratos dos outros mortos. Escancaravam-se todas as portas, todas as janelas; e esta casa iluminada podia sugerir, à distância, a idéia de um aniversário, de um casamento ou de um velório mesmo.

Sou contra a pílula, e ainda mais contra a ciência que a inventou; a saúde pública que a permite; e o amor que a toma.

Diz o dr. Alceu que a Revolução Russa é "o maior acontecimento do século". Como se engana o velho mestre! O "maior acontecimento do século" é o fracasso dessa mesma revolução.

O dr. Alceu fala a toda hora na marcha irreversível para o socialismo. Afirma que a Revolução Russa também é irreversível. Em primeiro lugar, acho admirável a simplicidade com que o mestre administra a História, sem dar satisfações a ninguém, e muito menos à própria História. Não lhe faria mal nenhum um pouco mais de modéstia. De mais a mais, quem lhe disse que a Revolução Russa é irreversível?

Só Deus sabe que fiz o diabo para ser amigo do nosso Tristão de Athayde. Durante cinco anos, telefonei-lhe em cada véspera de Natal: — "Sou eu, dr. Alce. Vim desejar-lhe um maravilhoso Natal para si e para os seus" etc etc. Tudo inútil. O dr. Alceu trancou-me o coração. Até que, na última vez, disse algo que, para mim, foi uma paulada: — "Ah, Nelson! Você aí, nessa lama!". O mestre insinuara que a minha alma é um mangue, um pântano, um lamaçal. E, por certo, ao sair do telefone, foi se vacinar contra o tifo, a malária e a febre amarela que vivo a exalar. Pois é o que nos separa eternamente, a mim e ao dr. Alceu: — de um lado, a minha lama, e , de outro, a sua luz.

Outrora, o remador de Bem-Hur era um escravo, mas furioso. Remava as 24 horas por dia, porque não havia outro remédio e por causa das chicotadas. Mas, se pudesse, botaria formicida no café dos tiranos. Em nosso tempo, o socialismo inventou outra forma de escravidão: — a escravidão consentida e até agradecida.

A Igreja está ameaçada pelos padres de passeata, pelas freiras de minissaia e pelos cristãos sem Cristo. Hoje, qualquer coroinha contesta o Papa.

O padre de passeata é hoje, uma ordem tão definida, tão caracterizada como a dos beneditinos, dos franciscanos, dos dominicanos e qualquer outra. E está a serviço do ódio.

Os padres exigem o fim do celibato. Portanto, odeiam a castidade. Imaginem um movimento de meretrizes a favor da castidade. Pois tal movimento não me espantaria mais do que o motim dos padres contra a própria.

Os padres querem casar. Mas quem trai um celibato de 2 mil anos há de trair um casamento em quinze dias.

O tempo das passeatas acabou, mas o padre de passeata continua, inexpugnável no seu terno da Ducal e vibrando, como um estandarte, um Cristo também de passeata.

D. Helder só olha o céu para saber se leva ou não o guarda-chuva.

D. Helder já esqueceu tanto a letra do Hino Nacional quanto a da Ave-Maria. Prega a luta armada, a aliança do marxismo e do cristianismo. Se ele pegasse uma carabina e fosse para o mato, ou para o terreno baldio, dando tiros em todas as direções, como um Tom Mix, estaria arriscando a pele, assumindo uma responsabilidade trágica e eu não diria nada. Mas não faz isso e se protege com a batina. Sabe que um D. Helder sem batina, um D. Helder almofadinha, de paletó ou de terno da Ducal, não resistiria um segundo. Nem um cachorro vira-lata o seguiria.

Estou imaginando se, um dia, Jesus baixasse à Terra. Vejo Cristo caminhando pela rua do Ouvidor. De passagem, põe uma moeda no pires de um ceguinho. Finalmente, na esquina a Avenida, Jesus vê D. Helder. Corre para ele; estende-lhe a mão. D. Helder responde: — "Não tenho trocado!". E passa adiante.

No Brasil, só se é intelectual, artista, cineasta, arquiteto, ciclista ou mata-mosquito com a aquiescência, com o aval das esquerdas.

Não há ninguém mais bobo do que um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer.

As feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado.

Considero o filho único um monstro de circo de cavalinhos, um mártir, mártir do pai, mártir da mãe e mártir dessas circunstâncias. As famílias numerosas são muito mais normais, mais inteligentes e mais felizes.

Na velha Rússia, dizia um possesso dostoievskiano: — "Se Deus não existe tudo é permitido". Hoje, a coisa não se coloca em termos sobrenaturais. Não mais. Tudo agora é permitido se houver uma ideologia.

Quando os amigos deixam de jantar com os amigos [por causa da ideologia], é porque o país está maduro para a carnificina.

Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos.

[Até o século XIX] o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar um cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os "melhores" pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas.

Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica: — ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina.

Qualquer indivíduo é mais importante que toda a Via Láctea.

Ainda ontem dizia o Otto Lara Resende: — "O cinema é uma maneira fácil de ser intelectual sem ler e sem pensar". Mas não só o cinema dá uma carteirinha de intelectual profundo. Também o socialismo. Sim, o socialismo é outra maneira facílima de ser intelectual sem ligar duas idéias.

Eu amo a juventude como tal. O que eu abomino é o jovem idiota, o jovem inepto, que escreve nas paredes "É proibido proibir" e carrega cartazes de Lenin, Mao, Guevara e Fidel, autores de proibições mais brutais.

Com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: — liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as objeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.

Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não. Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura.

Como a nossa burguesia é marxista! E não só a alta burguesia. Por toda parte só esbarramos, só tropeçamos em marxistas. Um turista que por aqui passasse havia de anotar em seu caderninho: — "O Brasil tem 100 milhões de marxistas".

Hoje, o não-marxista sente-se marginalizado, uma espécie de leproso político, ideológico, cultural etc etc. Só um herói, ou um santo, ou um louco, ousaria confessar publicamente: — "Meus senhores e minhas senhoras, eu não sou marxista, nunca fui marxista. E mais: — considero os marxistas de minhas relações uns débeis mentais de babar na gravata".

No Brasil, o marxismo adquiriu uma forma difusa, volatizada, atmosférica. É-se marxista sem estudar, sem pensar, sem ler, sem escrever, apenas respirando.

Marx roubou-nos a vida eterna, a minha e a do Otto Lara Resende. Pois exigimos que ele nos devolva a nossa alma imortal.

As cartas de Marx mostram que ele era imperialista, colonialista, racista, genocida, que queria a destruição dos povos miseráveis e "sem história", os quais chama de "piolhentos", de "anões", de "suínos" e que não mereciam existir. Esse é o Marx de verdade, não o da nossa fantasia, não o do nosso delírio, mas o sem retoque, o Marx tragicamente autêntico.

O mundo é a casa errada do homem. Um simples resfriado que a gente tem, um golpe de ar, provam que o mundo é um péssimo anfitrião. O mundo não quer nada com o homem, daí as chuvas, o calor, as enchentes e toda sorte de problemas que o homem encontra para a sua acomodação, que aliás, nunca se verificou. O homem deveria ter nascido no Paraíso.

Nas velhas gerações, o brasileiro tinha sempre um soneto no bolso. Mas os tempos parnasianos já passaram. Hoje, ferozmente politizado, ele tem sempre à mão um comício.

Entre o psicanalista e o doente, o mais perigoso é o psicanalista.

É preciso ir ao fundo do ser humano. Ele tem uma face linda e outra hedionda. O ser humano só se salvará se, ao passar a mão no rosto, reconhecer a própria hediondez.

A Rússia, a China e Cuba são nações que assassinaram todas as liberdades, todos os direitos humanos, que desumanizaram o homem e o transformaram no anti-homem, na antipessoa. A história socialista é um gigantesco mural de sangue e excremento.

Tão parecidos, Stalin e Hitler, tão gêmeos, tão construídos de ódio. Ninguém mais Stalin do que Hitler, ninguém mais Hitler do que Stalin.

Vocês se lembram da fotografia de Stalin e Ribbentropp assinando o pacto nazi-comunista. Ninguém pode esquecer o riso recíproco e obsceno. Se faltou alguém em Nuremberg — foi Stalin.

Havia, aqui, por toda parte, "amantes espirituais de Stalin". Eram jornalistas, intelectuais, poetas, romancistas. Outros punham nas paredes retratos de Stalin. Era uma pederastia idealizada, utópica e fotográfica.

Sou um pobre nato e, repito, um pobre vocacional. Ainda hoje o luxo, a ostentação, a jóia, me confundem e me ofendem.

Hoje, o sujeito prefere que lhe xinguem a mãe e não o chamem de reacionário.

Em muitos casos, a raiva contra o subdesenvolvimento é profissional. Uns morrem de fome, outros vivem dela, com generosa abundância.

O povo é um débil mental. Digo isso sem nenhuma crueldade. Foi sempre assim e assim será, eternamente.




Nelson Rodrigues